Amanbagh – Um refúgio de paz na vibrante Índia

POR ALESSANDRA LEITE

A Índia é um país impossível de ser compreendido e difícil de ser descrito, porque não é apenas um destino, mas uma experiência.

A vitalidade da tradição indiana desperta encantos e uma fascinação que só com a mente e o coração isentos de preconceitos será possível entender como pode funcionar um país com mais de um bilhão de indivíduos que falam centenas de línguas e dialetos, e onde o mais desordenado tráfego flui em todas as direções; onde cheiros, sabores, cores e sons são intensamente fortes e todos parecem conviver bem com o caos.

Considerada a religião mais antiga do mundo, o hinduísmo integra o cotidiano da sociedade. Seus seguidores acreditam na imortalidade da alma, no ciclo reencarnatório e cultuam mais de 200 mil deuses. A diversidade e a unidade do povo indiano são a essência deste incrível país.

Um dos estados mais encantadores da Índia, o Rajastão – que significa Terra dos Reis – , foi lar dos rajptus, guerreiros que dominaram a região por mil anos. Os reinos rajputs foram unificados somente na independência do país no ano de 1947, e se tornaram parte da Índia republicana. Rico em tradições culturais e com tesouros arquitetônicos impressionantes, o estado é conhecido pelos seus marajás que habitavam palácios e fortes suntuosos, pelas mulheres vestidas com saris multicoloridos e homens com turbantes e longos bigodes.

Longe da agitação de Jaipur, a capital do Rajastão, encontra-se o Amanbagh – um oásis de paz e luxo. Situado numa zona rural e cercado por montanhas e vegetação viçosa, o resort ocupa os jardins murados onde o marajá de Alwar costumava instalar o seu acampamento para caçar.

A viagem de carro até Amanbagh dura cerca de duas horas e, na chegada, os hóspedes são recepcionados com um ritual hindu de boas-vindas e pelo gerente geral, Tim Weiland, que conta histórias interessantes sobre a cultura local e dá dicas de passeios para explorar a região. Entre as opções, o gerente destaca uma visita às ruínas da cidade abandonada de Bhangarh, onde as únicas construções que permaneceram intactas são os templos. Segundo Tim, um dos maiores desafios é o treinamento constante dos colaboradores que têm hábitos culturais milenares e precisam se familiarizar com os serviços oferecidos nos hotéis de luxo.

O resort, que é uma fusão perfeita da arquitetura mogul e rajput – com arcos, cúpulas elegantes e mármore rosa e arenito -, dispõe de 24 haveli suítes e 16 pool pavillions. Os hóspedes que escolhem os pavillions têm uso exclusivo de uma piscina e jardins privativos. O interior das acomodações destaca-se pela simplicidade e atenção aos detalhes.

Uma enorme piscina ocupa a área central e é ladeada por jardins muito bem cuidados, pelo edifício principal – onde estão a recepção, restaurante, bar e biblioteca -, e pelo spa, além das haveli suítes.

Fazendo jus ao nome, o Amanbagh, que significa jardim de paz, oferece exclusividade com serviço impecável em um local onde impera o silêncio.

A rede Aman possui mais dois empreendimentos na Índia: o Aman-i-Khás, localizado também no Rajastão, e o Aman New Delhi.

Mais informações: www.amanresorts.com

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