Alagoas – Paraíso das águas

Paias, lagoas, piscinas naturais. A mãe natureza foi gerenosa com o estado nordestino

Terra de vários encantos, as opções de entretenimento em Alagoas vão de belas praias, lagoas, piscinas naturais a cidades históricas, quilombos e diversas atrações culturais. O estado, localizado na região Nordeste, possui pouco mais de 27,7 mil quilômetros quadrados, 102 municípios e população de aproximadamente 3,2 milhões de habitantes, segundo dados da Secretaria do Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Sepande-AL).

Sua capital, Maceió, teve origem em um engenho de açúcar e esconde verdadeiros tesouros tanto no mar quanto em terra. Entre atrações locais está a praia de Pajuçara, com suas piscinas naturais, verdadeiros aquários de águas mornas e cristalinas que na década de 40 eram o paraíso dos pescadores e hoje figuram entre as principais atrações turísticas da região. Para alcançá-las é necessário pegar uma pequena jangada. Aproximadamente dois quilômetros mar adentro, o visitante pode mergulhar junto aos peixes, fazer fotografias e degustar petiscos, como lagostas e camarões, além das tradicionais caipirinhas de frutas típicas de ‘restaurantes’ instalados em jangadas.

Quem busca um roteiro cultural encontra na cidade diversos museus, como o da Fundação Pierre Chalita, que abriga um rico acervo de imagens sacras. Já o Museu Theo Brandão de Antropologia e Folclore preserva a tradição da cultura popular de Alagoas, assim como o Palácio Marechal Floriano Peixoto, antiga sede do governo e que hoje apresenta coleções de cristais, pratarias e móveis antigos. Os bairros do Centro e de Jaraguá, este último tombado pelo Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Alagoas, preservam as principais construções históricas da região, como casarios, armazéns e igrejas.

Já o bairro de Pontal da Barra promove uma viagem às tradições e à gastronomia. Situado às margens da lagoa de Mundaú, que possui cerca de 27 quilômetros quadrados e percorre 30 municípios (de acordo com dados da Agência Nacional de Águas), o local oferece rica culinária baseada nos sabores das águas (?) e o tradicional artesanato, que compreende traçados de palha, esculturas em madeira e cerâmica, mas, principalmente o famoso filé, renda tipicamente alagoana caracterizada pela confecção de uma rede trabalhada em algodão em forma de pontos geométricos multicoloridos.

Belezas do Norte

O litoral norte alagoano exibe grande biodiversidade marinha e piscinas naturais com águas azuis-esverdeadas. Saindo da capital Maceió, a primeira cidade é Paripueira. Mais adiante está Barra de Santo Antônio, cortada pelo rio homônimo e formada por praias selvagens, como Tabuba, Carro Quebrado e a Ilha da Croa.

Seguindo na direção Norte do Estado, encontra-se a cidade de São Miguel dos Milagres, antes denominada Nossa Senhora Mãe do Povo. Conta-se que o nome foi modificado depois que um pescador encontrou uma imagem de São Miguel Arcanjo e conseguiu a cura milagrosa de uma ferida que o afligia há tempos.

Repleta de cenários paradisíacos e preservados, a cidade oferece praias tranquilas e possibilita passeios de barco pelo rio Tatuamunha, que dá acesso ao santuário do peixe-boi marinho onde há um projeto de reabilitação deste mamífero ameaçado de extinção.

Um pouco mais ao Norte, bem no meio do caminho entre Maceió e Recife (PE) – distante 125 km das duas capitais – está um dos destinos mais procurados do Estado, a pequena cidade de Maragogi. Com área de 335 quilômetros quadrados, temperatura média de 27 graus, densos coqueirais, mar de águas mansas, límpidas e esverdeadas abarrotadas de corais e peixes coloridos, o lugarejo faz parte da Costa dos Corais, a maior área de Proteção Ambiental (APA) da Marinha brasileira.

Com um dos ecossistemas mais importantes do Brasil, Maragogi oferece belas praias e manguezais preservados, além das famosas galés, piscinas naturais formadas pelos recifes de corais que estão por seis quilômetros da costa e podem ser alcançadas de lancha ou catamarã. Importante ficar de olho no clima, já que para aproveitar ao máximo esse verdadeiro paraíso natural é necessário que a maré esteja baixa. Assim, o turista pode mergulhar de snorkel ou cilindro e observar algas e peixes coloridos, anêmonas, corais-cérebro, entre outras espécies da rica fauna marinha do lugar.

Belezas do Sul

Distante 30 quilômetros de Maceió, a cidade de Marechal Deodoro foi a primeira capital de Alagoas e ganhou esse nome em homenagem ao primeiro presidente do Brasil, nascido no estado. Patrimônio Histórico Nacional, o local possui pouco mais de 40 mil habitantes e é composto por diversos vilarejos, como o povoado de Massagueira, dedicado à gastronomia e ao artesanato e que também está às margens da lagoa de Mundaú.

A Praia do Francês, uma das mais procuradas pelos turistas, leva esse nome por ter sido utilizada pelos franceses no século 17 como porto para contrabando de Pau Brasil. Agrada tanto a famílias, que encontram piscinas naturais formadas pelas barreiras de corais, restaurantes e bares de praia, quanto aos adeptos dos esportes radicais e do surf, com ondas que podem chegar a até quatro metros.

Em Barra de São Miguel, a 34 km de Maceió, é possível encontrar infraestrutura completa para lazer e descanso. De lá partem barcos para a praia do Gunga, uma ponta de areia onde o mar se encontra com a lagoa do Roteiro emoldurada por coqueiros a perder de vista. Reconhecida internacionalmente, Gunga oferece águas quentes e cristalinas, areias brancas e belas falésias coloridas.

Pelas águas do Velho Chico

Quem visita Alagoas não pode deixar de conhecer o município de Piaçabuçu, onde as águas da Foz do Rio São Francisco se encontram com o mar. O local abriga ainda dunas, ilhas e praias fluviais, sendo a do Peba a mais conhecida. Área de Proteção Ambiental, por ser local de desova das tartarugas marinhas, esta praia tem seu cenário modificado constantemente, de acordo com os ventos.

Outra grande atração da região é o município de Penedo, erguido sobre um rochedo às margens do Velho Chico. A cidade, que foi o primeiro povoado de Alagoas, abriga um rico patrimônio histórico e cultural. Lá estão conventos, palacetes e igrejas dos séculos 17 e 18, como a de Nossa Senhora da Corrente, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e considerada uma das mais belas do País.

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