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Deputados defendem legalização de cassinos em seminário realizado na última quarta-feira (18)

“A Legalização dos Jogos em Novo Cenário” foi o tema de seminário realizado pela Frente Parlamentar em Defesa do Turismo e pela Frente Parlamentar Mista pela Aprovação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil. O evento foi realizado na última quarta-feira (18), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

De acordo com o presidente da Frente do Turismo, deputado federal Herculano Passos (MDB-SP), o seminário foi realizado para abordar o tema que se mostra em um cenário favorável para a aprovação. “Os projetos que tratam sobre esse assunto estão parados, tanto na Câmara quanto no Senado. As propostas estão prontas para serem votadas em plenário, mas não são colocadas na pauta. E, neste momento, o Brasil precisa muito de novas fontes de receita e de criação de empregos. Só com a liberação de cassinos em complexos integrados de lazer, será possível criar cerca de 50 mil novos empregos formais e a legalização dos jogos pode render, anualmente, algo em torno de R$ 18 bilhões em arrecadação”, afirma.

Herculano também destacou o quanto os cassinos impactarão positivamente todo o setor de turismo. “O modelo que queremos aprovar para o Brasil é o mesmo de Las Vegas, Macau e Singapura, ou seja, cassinos funcionando em grandes complexos integrados de lazer. Esses locais terão hotéis de luxo, bares, restaurantes, lojas, arenas de eventos musicais e esportivos, danceterias e até parques aquáticos ou temáticos. Serão empreendimentos que atrairão turistas estrangeiros e, melhor ainda, permitirão que os brasileiros, que hoje saem do Brasil para jogar em cassinos, fiquem por aqui e gastem seu dinheiro no nosso país”.

Herculano Passos, presidente da Frente do Turismo e deputado federal

O Secretário Nacional de Integração Interinstitucional do Ministério do Turismo, Bob Santos, disse que o governo apoia a legalização. “O Governo Federal vê com muito bons olhos, até porque temos muitos pontos de convergência, como a melhoria do ambiente de negócios e a criação de emprego e renda. O Ministério do Turismo tem total interesse e está acompanhando tecnicamente, até que o Congresso Nacional decida essa questão”.

A legalização dos jogos também foi defendida pelo Presidente do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio, Alexandre Sampaio. “Representamos 26 entidades patronais do turismo, que são, majoritariamente, favoráveis à regulamentação, no seu espectro mais amplo, por sua grande capacidade de geração de emprego. Colocamos a estrutura da CNC à disposição para endossar, junto ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a colocação da matéria em votação”.

Ao final, o Presidente do Instituto Jogo Legal, Magnho José, apresentou o potencial econômico dos jogos. “O jogo legal no Brasil movimenta cerca de R$ 14,5 bilhões, enquanto o ilegal movimenta R$ 19,9 bi. Com o jogo do bicho, são R$ 12 bilhões, em 350 mil pontos de vendas e 450 mil pessoas atuando. Os 300 bingos ilegais do país movimentam R$ 1,3 bilhões. Temos ainda 400 mil máquinas caça-níqueis na rua, movimentando algo em torno de R$ 3,6 bilhões e as apostas esportivas e os jogos pela internet são responsáveis por R$ 3 bilhões. Esses dados são de 2015 e 2016 e estimamos que, hoje, sejam muito maiores. O jogo legalizado pode gerar 650 mil empregos diretos e mais ou menos 600 mil indiretos”, finalizou.

Na Câmara dos Deputados, tramita o PL 442 de 1991, que trata sobre a legalização dos jogos de azar. Há ainda outros 20 projetos com o mesmo teor. A matéria foi aprovada por uma comissão especial e está pronta para ser votada em plenário desde 2015. Já no Senado, tramita o PL 186 de 2015, que dispõe sobre a exploração de jogos de azar em todo o território nacional. Desde abril deste ano, o texto também está pronto para votação em plenário.

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