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Painel do II Fórum Nacional de Hotelaria destaca novos modelos e crescimento mundial do setor

As ‘perspectivas para o setor de hotelaria” foi tema de um painel realizado no II Fórum Nacional de Hotelaria – que aconteceu hoje (9) no Centro de Convenções Pullman e Grand Mercure Vila Olímpia, em São Paulo (SP), que teve a participacão de Pedro Cypriano, socio diretor da HotelInvest; Patricia Boo, diretora geral da STR; Rodrigo Cezar, head de eventos e viagens da Roche; Antonio Dias, diretor executivo da Rede Royal Palm Hotel & Resort; Pedro Carraz, socio do Grupo XP e Eduardo Giestas, CEO Atlântica hotel, com mediação de Roland de Bonadona, da Bonadona Hospitality Consulting

Roland de Bonadona inicou o painel mostrando o cenário e desafios da hotelaria brasileira:  “A demanda global da hotelaria continua crescendo e os números brasileiros ainda são baixos e só o Rio têm números mais expressivos. As diárias de hotéis no mundo são duas vezes mais caras que no Brasil e os investimentos no País estão se dando em hotéis nas cidades menores e de perfil mais econômico. Estamos em um processo de recuperação, mas com valores de diárias muito atrasadas em comparação as principais cidades mundo afora”.

Patrícia Boo, diretora de área da STR, mostrou um panorama da hotelaria mundial. “Sempre que falamos de performance é preciso entender a oferta e demanda de quartos. Vemos um crescimento mundial. A América do Sul tem um crescimento 3,5% na demanda. Alguns mercados têm um RevPar maior, como Paris e EUA. O Rio de Janeiro apresentou mais de 28% de crescimento. 2014 foi um ano bom para o Brasil e para o setor em geral. Na América do Sul vemos um crescimento exponencial do lado do Atlântico, do lado do Pacífico acontece o contrário. O Brasil continua competitivo. Quanto à diária, Nova York e Paris têm as diárias mais altas, com Londres e Barcelona e São Paulo aumentando seus valores. O Brasil é líder de quartos disponíveis, mas Peru e Bolívia apresentam maior crescimento nessa oferta. Marcas Lifestyle puxam as diárias para cima, é uma tendência”.

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Em seguida, o socio diretor da Hotelinvest, Pedro Cypriano, ressaltou os investimentos no setor de hotelaria. “Nos últimos anos bilhões de reais em centenas de novos investimentos hoteleiros foram anunciados. Redes líderes de mercado e novos players intensificaram seus planos de expansão no país. As transformações econômicas vividas no Brasil desde a década de 90 foram, sem dúvida, o grande impulsionador de novos hotéis, marcadas por um período de aumento do poder aquisitivo da população, diminuição dos juros, controle inflacionário e maior apetite por negócios”.

Pedro Carraz, gestor imobiliário da XP Asset Management, traçou uma perspectiva do setor. “A maior parte dos hotéis em desenvolvimento está na faixa econômica. O Condo-hotel é o modelo prioritário e com maior concentração na região sul e sudeste. As capitais deixam de ser os mercados prioritário e cidades menores passar a ser buscadas pelas redes. Cidades com até 300 mil habitantes representam até 50% da preferência. Os números são animadores em todo o país, com crescimento na média da ocupação e da diária. Temos um bom potencial de crescimento, com taxa de ocupação acima de 60% em 9 dos 11 estados. São Paulo, o mercado mais emblemático do Brasil, tem crescimento de ocupação crescendo em 11% e diária a 33%, mas teve queda acumulada de 38% em RevPar. A boa notícia é que o mercado está em recuperação, com uma retomada de crescimento. Vemos um potencial maior, com ocupação retomada e cidades crescendo em velocidade rápida. Apesar das incertezas econômicas, os impactos na hotelaria são animadores. É preciso ser mais ousado, para colocar as metas lá em cima. Temos um ciclo imobiliário muito otimista, com aumento da demanda de investimento como alternativa”.

Quando indagados pro Bonadona o que seria um bom hotel para investimento, Antonio Dias, CEO da Rede Royal Palm Hotels & Resorts ressaltou: “Um bom hotel tem que ter uma boa localização, e adequação do produto para o mercado e, finalmente, a escala. Os desafios são muitos, mas o prognóstico é muito positivo, tivemos uma combinação de crise com o aumento de ofertas. Mesmo com a crise, devemos ter um aumento de demanda. Com certeza um bom momento para desenvolver novos projetos”.

“Quando falamos de gestão, temos várias categorias diferentes. Tem 3 pontos que são fundamentais, como a segurança cyber, a customização (e experiência do viajante), e conexão e distribuição, que colocou o gestor dentro dessa temática. O mercado tenta se preparar, mas ainda estamos engatinhando. Temos uma oportunidade incrível, dando mais segurança aos gestores, que podem tomar decisões mais assertivas. Muitas empresas não tinham tarifas dinâmicas e isso agora é mais recorrente”, ressaltou Rodrigo Cezar, Head de eventos e viagens da Roche e presidente da Alagev.

E sobre a recuperaçnao da motivacão dos invetidores Eduardo Giestas, CEO Atlântica Hotel afirmou: “De um modo geral a expectativa do setor está acima do que o mercado pode entregar. A crise foi muito longa e que demandou um grande tempo de recuperação. A parte boa é que serviu de aprendizado, para que os investidores passassem a entender melhor e simplificar a operação do hotel. Estamos entrando num processo de retomada e com expectativa mais racional e realista. Estamos implementando novas tecnologias para começar a fazer mudanças na cultura do setor”.

 

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