Lobby – De ponto de chegada a área de relacionamento
Lounges e bares anexos indicam uma nova tendência mundial
Considerado por vezes os cartão postal do hotel, a imagem que estimulará ou não amor à primeira vista ao hóspede, o lobby está ganhando uma nova função e a tendência não parece pontual. Em várias partes do mundo, é nítida a constatação de que arquitetos e decoradores têm dedicado atenção especial ao espaço, além de adequá-lo à sua condição natural.
O Grupo Marriott, que tem na Renaissance uma de suas bandeiras, dá andamento a um amplo programa de renovação das áreas de lobby, que já chegou ao Brasil. Neste momento, o lobby do Renaissance São Paulo Hotel está passando pela sua maior reforma desde que foi inaugurado, em setembro de 1997. É uma modernização importante para atualizar a unidade e deixá-la mais contemporânea, e que começa pó apresentar o lobby como um local onde as pessoas se relacionam e não mais apenas como um ponto de chegada.
No Rio de Janeiro, o Windsor Barra retrata bem o espírito proposto dentro da nova tendência. Logo à entrada do hotel, a sensação que se tem é de profundidade, valorizada por uma imensa clarabóia, um dos detalhes do projeto concebido pelo arquiteto Gilles Jacquard, em 2007.
No Distrito Federal, o lobby do Royal Tulip Brasília Alvorada transmite a elegância e a sofisticação do hotel e também lançou mão de um bar para agregar visitantes e hóspedes. Com seu projeto arrojado, assinado pelo premiado arquiteto e urbanista Ruy Ohtake, a área destaca linhas que acompanham a modernidade da cidade e ao mesmo tempo reproduzem um ambiente sóbrio e aconchegante, sem falar na funcionalidade, fator determinante na obra do arquiteto. O hóspede que chega pela primeira vez, fica encantado, revela André Lameiro, diretor de Vendas e Marketing da BHG, atual administradora do hotel, que ao lado do Golde Tulip compõe o Complexo Brasília Alvorada.
Múltiplas formas de hospitalidade
Uma solução da hotelaria internacional que se tornou prática comum entre empreendimentos mais voltados ao público corporativo foi a divisão do atendimento em duas diferentes áreas. No Brasil, o Sheraton São Paulo WTC Hotel é um dos poucos que oferecem uma recepção especial para o hóspede vip, mas que também reservou espaço para o convívio social. Além do luxuoso lobby no andar térreo, que há cerca de dois anos ganhou uma decoração moderna e requintada, o hotel criou uma recepção privativa no quarto andar, onde os hóspedes da categoria design são recebidos com uma taça de espumante e podem escolher, em uma mini quitanda, a fruta de sua preferência para ser entregue já fatiada em seu quarto.
Anexo ao lobby com atendimento dedicado, está o Design Lounge, com serviço de open bar, café gourmet e acesso a internet, sem mencionar a vista privilegiada para a Ponte Estaiada Octavio Frias, o novo cartão postal da capital paulista. “Cada um desses ambientes foi projetado por um arquiteto ou decorador de renome não só pensando na estética, mas também para proporcionar conforto e bem estar aos hóspedes”, declara o gerente-geral do Sheraton WTC, Carlos Eduardo Hue.
O projeto dos ambientes seguiu uma linguagem moderna e harmoniosa, com especificações de materiais nobres e marcantes, como o mármore preto absoluto, balcões com design especial e acabamento em laca black-piano, portais de madeira, espelho e piso de vidro laminado com iluminação por baixo, entre outros. A recepção vip, assinada por Eliane Sampaio, teve o conceito baseado na valorização do design e faz uma homenagem ao artista plástico Darcy Penteado. Já no lobby principal, a arquiteta Silvana Mattar quis retratar o caráter de atualidade do hotel. Na decoração predominam tons de vermelho, preto e bege e as colunas da entrada são todas revestidas com espelhos, dando a sensação de amplitude e requinte. Em contraponto, o mobiliário é composto por peças modernas, que dispostas de forma irregular dão um ar informal e de mais conforto ao ambiente.
Nos Emirados Árabes, ícone mais contemporâneo da hotelaria de luxo, a criatividade das construções e ambientações internas parece não ter limite. Dois dos cases pertencem ao Grupo Jumeirah. No Burj Al Arab, o designer Khuan Chew se inspirou na pátria, nas pessoas e na cultura para criar os interiores. Uma palheta de cores robusta e vibrante foi derivada dos elementos terra, ar, fogo e água. E uma folha de ouro de aproximadamente 1,5 mil m2 e 24 quilates foi usada para realçar a decoração. O layout incorpora e honra antigas tradições de hospitalidade particular das nações árabes. Exemplo disso é o Marhaba Welcome oferecido no lobby. Um ritual que recepciona os hóspedes com água de rosas, toalhas geladas refrescantes, incenso e um autêntico café árabe.
Uma das maiores áreas de lobby de Dubai, no entanto, está no Jumeirah Emirates Towers. Uma de suas paredes é envidraçada, possibilitando que o hóspede observe a cidade enquanto se desloca pelo elevador panorâmico ou desfruta do seu wellcome drink sem álcool, é claro -, no The Lobby Lounge.

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