
Nascida há quatro anos no Panamá e Costa Rica, a rede de hotéis Selina se expande no País, embasada exclusivamente no modelo de conversão, ou seja, a partir de uma estrutura hoteleira pré-existente. Hoje com sua bandeira fincada em 25 diferentes localidades das Américas do Sul e Central e em pontos da Europa – vislumbra oportunidade de negócios no Brasil. O empreendimento contempla o novo perfil de hóspede, os nômades digitais, homens e mulheres entre 25 e 40 anos, que buscam conforto sem luxo, tecnologia embarcada nas propriedades, local compatível para trabalhar e estudar, além de atividades voltadas ao bem-estar e lazer num mesmo endereço. Até 2020 serão 30 unidades Selina em solo nacional, das quais cerca de 12 este ano.
Flávia Lorenzetti, diretora executiva da rede hoteleira Selina no Brasil, destaca a informalidade como a principal marca desse tipo de hospedagem. “Tudo coexiste no mesmo espaço, o coworking, opções de welness – yoga, com comodidade, porque o hóspede não precisa sair nem para comer, garantia do investimento realizado em comida de qualidade”, esclarece ela. E o cliente ainda pode usufruir de opções de turismo que fogem do óbvio, “viver experiências locais, longe dos pacotes de viagem engessados”, conforme a executiva, ao ressaltar outro ponto forte da proposta do Selina: interação com a comunidade local.
O mapa com cidades que mais recebem turistas vem sendo traçado, mas Lorenzetti reconhece que apesar de lugares inusitados e praia estejam sempre no radar da rede, a chegada a São Paulo e Rio ampliam a visibilidade da marca. Capitais como Florianópolis, Fortaleza e Belo Horizonte igualmente estão nos planos de mais curto prazo.

O recém-aberto Selina Lapa Rio de Janeiro
A partir de uma gestão diferenciada e desafiadora, Lorenzetti atesta o esforço em afinar a equipe. Assinala que, apesar da operação mais descontraída, é preciso encontrar profissionais que entendam a dinâmica Selina para o trabalho. De acordo com a diretora da marca, a rede combina até uma forma educacional na qual o colaborador viaja estudando. “Está sendo viabilizado um passaporte – em vez de proporcionar um sabático pago, pensamos num o Selina Card, que permita ao funcionário morar no mundo, passar um ano viajando, mas permanecer produtivo”, conta. Na prática, o colaborador entrega 4 horas de trabalho e vai para uma clínica de surf ou aula de yoga.
Para inovar e inovar, o Selina também conta em seu quadro de prestadores de serviços com pessoas que trocam trabalho por diária, por exemplo se hospeda 60 dias e atua em alguma função na propriedade. “Temos o exemplo de um médico turco, que foi trabalhar de bartender numa unidade Selina no Panamá, hoje largou a medicina e é um Hunter de Propriedade, busca oportunidades de instalações para o Selina pelo mundo. Por exemplo, se hospeda 60 dias e atua na propriedade.
Acomodações
Os clássicos dormitórios que tentam reproduzir o modelo do hostel, porém na roupagem de hotel formam o conjunto idealizado pela rede. A busca é por edificações que comportem o mínimo de 150 camas, distribuídas em acomodações que vão de camas de 50 reais/dia, a quartos comunitários – dormitórios com beliche, quarto sem banheiro, privativo e quarto exclusivo com diária que pode variar de 400 a 1 mil reais, dependendo da sazonalidade. Contudo, no conceito genuíno da rede, a regra é permitir a operação do módulo Selina box que integra cozinha compartilhada, cinema, banheiros comunitários, coworking, espaço de bem-estar e em alguns casos coliving.

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