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Arquitetos debatem o uso dos espaços de hotéis no Design & Technical Summit

O painel Arquitetura e Design fez parte da programação da terceira edição do Design & Technical Summit – All About Experience, que aconteceu ontem (28) no Centro de Convenções do Pullman Vila Olímpia, em São Paulo (SP).

Participaram desta discussão: Jóia Bergamo, especialista em projetos residenciais e comerciais, que trouxe a percepção de como a hotelaria pode se transformar em ambientes para que as pessoas se sintam em casa; Sérgio Athié, do escritório Athié Wohnrath, que fez uma conexão entre o design e o comportamento das pessoas; e Vitor Penha, que destacou o uso da arquitetura sensorial.

O debate foi mediado por Raul Juste Lores, redator-chefe da revista Veja São Paulo, que iniciou este momento citando e indagando os convidados sobre o termo “desotelização”. “Hoje é imprescindível que não se pense de uma forma que o hóspede sinta-se em casa. Ele tem de chegar e querer ficar. Para isso, tem de ser chamado pelo próprio nome e ter comodidades como wi-fi”, opinou, Jóia.

“Tecnologia é fundamental. O hotel precisa ser um local conectado à cidade para atingir mais público”, concorda Athié. Penha sintetizou essa ideia como um “abraço”. Para ele, o hotel tem de ser “uma célula da cidade e não um ponto isolado”.

Os convidados ainda foram questionados de que forma é possível um hotel ter novidades e ao mesmo tempo “cara de casa”. “Eu faço questão de ouvir e entender as necessidades dos clientes. Colocar na casa o que eles precisam. Com simplicidade, é possível fazer espaços aconchegantes. E é o que faz o hóspede voltar e fidelizar. É importante também utilizar materiais da região e ter bastante cuidado com iluminação e ventilação.”

Para Athié, hotéis tradicionais estão fadados a sumir. “Empreendimentos corporativos recebem cada vez executivos mais jovens, menos formais. A mudança está vindo rápido, inclusive na maneira de trabalhar. Os hóspedes estão mais conectados, mas ao mesmo tempo querem fazer isso de maneira comunitária, como é o caso do coworking”, acredita.

O editor da revista Veja São Paulo citou hotéis como Jaraguá e Hilton que, segundo ele, são originalmente inclusivos. Para Penha, o que acontece hoje é uma evolução da acessibilidade e sensibilidade, em que o hotel passa ter significado de “estímulos”. “Não é apenas o visual, mas o que o hotel te conta, o que ele fala. É a utilização de todos os sentidos. É um processo de sensibilização que tem o indivíduo como escala e o hotel como uma célula de conforto e de experiência única”, conclui.

*por Sávia Reis

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