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Nordeste e Sudeste se destacam no turismo brasileiro

A Geofusion, empresa especializada em Inteligência Geográfica de Mercado, produziu um modelo estatístico, que permite prever o fluxo turístico anual das 5.570 cidades brasileiras, com base nos dados do Ministério do Trabalho e do IBGE. Apesar do grande volume de pessoas circulando pelo país, 82% dos municípios têm baixo potencial para o turismo, considerando o número de visitantes recebidos e a presença de atrativos como praias, reservas ambientais e atividades ligadas ao patrimônio cultural. Assim, o Brasil conta com apenas 975 cidades de potencial turístico significativo, sendo que a maior parte se concentra nas regiões Sudeste (38%) e Nordeste (28%), sobressaindo-se principalmente os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, que juntos concentram 50% do fluxo. O impacto gerado pela movimentação destas pessoas tem influência em diversos setores da economia. Cerca de 70% dos municípios recebem um volume de visitantes superior ou igual à população residente. Em 65 cidades ultrapassam em mais de dez vezes o número de moradores. O destaque é Rio Quente (GO) que, anualmente, concentra 300 vezes mais pessoas que a quantidade de habitantes. O efeito do volume de visitantes comparado ao de residentes aumenta principalmente em municípios caracterizados pelo turismo de lazer. Em média, é quase 500% maior que o total de habitantes. Enquanto os que viajam para negócios ultrapassam a população local em apenas 17%. Já as regiões litorâneas representam um total de 60% dos locais visitados, recebendo em média 47 milhões de pessoas ao ano, o que equivale a 64% dos que viajam com este intuito. Praia Grande (SP) se destaca por ser a cidade que concentra mais pessoas: 2,4 milhões. Os maiores fluxos do país estão nos municípios onde prevalece o turismo de negócios, já que 155 milhões circulam nessas cidades anualmente, um volume mais de duas vezes maior que o das cidades que se destacam pelo lazer. O estudo da Geofusion aponta que as viagens de negócios abrangem cerca de 60% dos municípios brasileiros. A região Sudeste recebe quase 50% deste fluxo, sendo que só os Estados de São Paulo e Minas Gerais somam 34% deste potencial. A líder da categoria é a capital paulista, com 14,5 milhões viajantes.

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