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HFN 2018 – Bate-papo no espaço HotelCor aborda soft skills e hospitalidade

No primeiro dia da Hotel & Food Nordeste (HFN), feira que teve início ontem (3), no Centro de Convenções de Pernambuco em Olinda (PE), o HotelCor Talks, que trará palestras dentro do HotelCor – com soluções para a repaginação de um hotel, apresentando os ambientes de um lobby, um restaurante e um quarto – aconteceu um bate-papo entre as arquitetas organizadoras espaço, Dani Figuerôa e Roberta Bolsoi, Alessandra Leite, diretora da revista hotelnews, Juliana Vieira, professora do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), e Guilherme Luck, diretor de Vendas e Marketing da Luck Viagens e diretor do grupo Ecocharme.

Os especialistas falaram sobre hospitalidade e as chamadas ‘soft skills’, combinação de características pessoais, habilidades sociais e de comunicação do colaborador.

Luck acredita que as soft skills estão diretamente relacionadas com a principal função da equipe: agradar o cliente e, consequentemente, com a hospitalidade como alma do negócio. “Nos preocupamos com os detalhes na arte de bem receber. A apresentação no primeiro momento é a impressão que fica, e o que determina que o cliente fez a coisa certa em te escolher. É inquestionável. Investimos nas pessoas e apostamos em sorriso. Vendemos experiência. Aposto muito na relação interpessoal entre colaborador e cliente,”, defende.

O debate também levantou a questão da hospitalidade atrelando-a a algumas características de um empreendimento, como é o caso da própria decoração do ambiente, tema que permeia o espaço do HotelCor. Alessandra Leite, da hotelnews, questionou as arquitetas sobre como a decoração de um ambiente pode influenciar no bem receber.

Para Roberta Bolsoi, um ambiente pensado em detalhes, com conforto, que seja agradável, e bem iluminado, também define o bem receber e a hospitalidade. “O que quisemos mostrar aqui no HotelCor, por exemplo, é que as cores criam ambientes mais aconchegantes”, diz.

De acordo com Juliana Vieira, os Millenials são o grande desafio atual para o setor hoteleiro. “Cativar essa geração e oferecer o que chamamos de hospitalidade é cada vez mais difícil. Hoje em dia, chupeta de bebê é telefone celular. Há um uso excessivo da tecnologia. Os jovens estão todos calados, mas sempre falando entre eles no celular. Isso traz a perda da relação interpessoal ao vivo. Ninguém tem uma boa chance de causar uma segunda primeira impressão. A habilidade de ser humano, paradoxalmente, é o que vai nos salvar neste mundo tecnológico. Hospitalidade é sinônimo de intangibilidade, é algo que não podemos tocar, mas que nos toca”, pontua.

*por Nathalia Abreu

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