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FOHB discute em evento o desempenho da hotelaria nacional

O Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) promove nesta segunda-feira, 4, seu XVIII Encontro Comercial. O evento, realizado no Grand Hyatt São Paulo, na capital paulista, é destinado aos profissionais das áreas de Vendas, Marketing, Distribuição, Revenue Management e Operações dos 643 hotéis das 27 redes associadas à entidade.

Na ocasião, profissionais foram convidados a palestrar sobre assuntos de interesse do setor. Diogo Canteras, diretor geral da HotelInvest, discutiu o tema “Performance da hotelaria nacional: lazer e corporativo”. De acordo com o executivo, entre 2014 e 2016 houve um decréscimo da ocupação em várias localidades. No Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, caiu 25%. Por conta disso, a diária média caiu também.

Segundo Canteras, observar a ocupação de São Paulo (SP) entre 2016 até hoje dá a impressão de que “parou de piorar”, pois ela foi cada vez mais se aproximando aos níveis do ano passado e, em agosto, já se mostrou um pouco melhor nos níveis de diária média e ocupação. “Temos que ser realistas. A perspectiva de crescimento da hotelaria é meio lenta, mas nós temos a oferta estabilizada”, diz.

O executivo também falou sobre as perspectivas para o mercado. “Em 2021, 2022, o mercado de São Paulo voltará aos patamares de demanda de 2011, que eram bons, de cerca de 70% de ocupação. Daí para frente a recuperação da receita hoteleira deverá ser ainda mais forte, pois ganharemos mais poder de barganha para negociar nossas diárias. E, se fizermos bem o trabalho de revenue management, essa recuperação poderá ser ainda mais rápida”, acredita.

Já no caso do Rio de Janeiro (RJ), Canteras acredita que essa recuperação será mais lenta. “A receita hotelaria atingirá o fundo do poço em 2017, 2018. Mas, como a recuperação começará de patamares muito mais baixos, ela será mais lenta. Além disso, o setor de Óleo e Gás está muito reprimido. A recuperação do mercado no Rio de Janeiro será longa e sofrida”, prevê.

Segundo Canteras, o setor de lazer mostrou uma boa performance nos últimos anos. “O volume de dinheiro que o brasileiro gastou no exterior nos últimos anos aumentou 10 vezes. Mas, em 2015, a taxa de câmbio do dólar aumentou. E isso fez com que os brasileiros economizassem quando gastassem com turismo lá fora. E, uma parcela bem pequena desse público, veio fazer turismo no Brasil”, diz.

Ele explica que os resorts brasileiros foram muito beneficiados pela Copa. E, em 2016, a ocupação subiu, com perspectiva de aumentar ainda mais. O time share e a multipropriedade também mostraram um bom desempenho. “Esse nicho está crescendo muito. O time share é um grande negócio para quem compra, pois consegue férias mais baratas, e para quem vende, pois consegue antecipar sua rentabilidade”, diz.

Ao finalizar, Canteras afirmou que a boa notícia para os destinos urbanos é que não vai existir a entrada de grandes volumes de quartos de condohotel, como aconteceu em São Paulo no passado. Além disso, o mercado de lazer deve continuar crescendo e o time share poderá ser um bom caminho para viabilizar empreendimentos hoteleiros. 

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