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Braztoa fecha parceria com entidades LGBT

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) assinou na tarde de ontem, 28, uma parceria com a Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil e a International Gay and Lesbian Travel Association (IGLTA). O objetivo é capacitar as operadoras para trabalharem de forma mais assertiva com o mercado LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

“Estamos vivendo uma nova era do turismo em diferentes frentes e precisamos nos capacitar para vender para todos os públicos de forma personalizada. O turista LGBT gasta em média 30% a mais e viaja quatro vezes mais do que outros segmentos, o que mostra a importância de criarmos produtos que o atenda com excelência e qualidade”, afirma Magda Nassar, presidente da Braztoa.

Com a parceria haverá apoio mútuo de cooperação em eventos, além de promover em conjunto treinamentos e capacitações voltados para a excelência no atendimento do turista LGBT. “No primeiro momento faremos rodadas de conversas para desmistificar o segmento LGBT e depois avançaremos com treinamentos. Há muitas coisas que precisam ser derrubadas”, afirma Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil.

Para Gomes, uma das ideias que precisam ser derrubadas é a de que o público LGBT quer ser tratado de forma diferenciada. “É exatamente o contrário, ele quer ser tratado como todo mundo, com respeito”, esclarece.

Segundo Clóvis Casemiro, coordenador da IGLTA no Brasil, as operadoras precisam ter conhecimento de países e cidades que são seguros para o público LGBT. Israel, por exemplo, não é gay friendly, mas Tel Aviv sim – inclusive realiza altos investimentos em promoção para levar esses viajantes para lá.

Outro ponto que merece atenção é enxergar além do estereótipo. “Temos um associado que levou dez homens gays em uma experiência para experimentar whisky na Escócia. É preciso ir além. Não que não possa ter um cruzeiro gay, mas há muitas outras possibilidades de negócios. Vamos ajudar esses operadores a desmistificar esse público”, finaliza Gomes.

*Por Lorena Amazonas

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