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Adit Invest 2018 – Executivos discutem multipropriedade e timeshare durante o evento

O Adit Invest 2018 adotou, neste ano, painéis de 15 minutos com o intuito de “oferecer um ambiente mais propício para troca de conhecimento, de maneira objetiva”. Na tarde do primeiro dia do evento, algumas palestras tiveram esse formato. Veja abaixo alguns temas apresentados:

A prática do relacionamento dos investidores com incorporadores – Danilo Samezima (WAM)

O executivo trouxe para os participantes as diferenças sobre multipropriedade e timeshare. “Um é venda de propriedade real, com escritura, legislação consolidada com algumas adequações. Já o segundo é um direito contratual, compartilhamento de uso”.

De acordo com sua apresentação, esse modelo é apenas novo no Brasil, pois nasceu na década de 1970. “Em Orlando, por exemplo, o setor movimenta US$ 9,2 bilhões e ajuda a consolidar o destino”. Como base de comparação, no Brasil é US$ 3,5 bilhões.

Para Samezima, o Brasil tem potencial para esse tipo de investimento. “ No País, tínhamos em 2000, cerca de 30% dentro da classe medica. Em 2013, o número saltou para quase 60%. De um modo geral, tem uma oportunidade de empreender no brasil”, completa.

O executivo apresentou ainda, em tópicos, um organograma de como sua empresa atua com seus parceiros: Fluxo, modelo de multipropriedade, comercializadora, gestão de recebíveis… gerenciadora de obra, administração hoteleira e jurídica.

Viabilidade de empreendimentos de Timeshare – Flávio Arbex | Oito Management

Arbex, por sua vez, abordou a utilização de serviços em multipropriedades e em empreendimentos timeshare. “Não é um investimento imobiliário que vai servir como residência, é a segunda casa do cliente, é a casa de turismo. Não é como vender uma propriedade comum”, explica. “Tem que entregar outros serviços, isso é fator de decisão do turismo. E, para o proprietário, gera outras receitas”, completa.

De forma a incentivar os investimentos nesta área, o executivo explicou que enquanto uma propriedade hoteleira comum tem ocupação média de 55% ao ano, com timeshare o índice é de 80%. Impressionante!”, exclama.

E como alternativa de gestão de risco, Arbex explica que é preciso investir boa parte do dinheiro recebido antecipado – uma prática deste formato de empreendimento – é preciso aplicar na propriedade e em avanços no local.

Desafios e oportunidades na captação de recursos para empreendimentos com foco social e ambiental – Giovanni Sávio | PLANET Smart City

Já Sávio apresentou conceito de serviços integrados no local onde mora ou exerce sua profissão. “É possível ter onde você trabalha, academia, restaurante e serviço de lavanderia, por exemplo. Isso torna o empreendimento muito mais importante que um produto imobiliário. Porque o foco não está na mudança na construção do prédio – que é a parte tradicional do mercado imobiliário -, o que altera é o entorno com a oferta de serviços”, explica.

Para ratificar o conceito, o executivo apresentou um vídeo sobre a “primeira cidade inteligente social do mundo”. Dentre as características deste espaço, estão: serviços para moradores, eficiência na gestão de processo construtivo, integração de tecnologia, mais qualidade ambiental, melhor infraestrutura, maior eficiência e mais atenção para o social. “Não faltam recursos financeiros, faltam projetos de qualidade. O mercado de credito precisa de produtos inovadores que irá criar cases de sucesso”, conclui.

Principais premissas para viabilidade de empreendimentos de Multipropriedade – Rodrigo Martins | Prime VacationComo diz o nome do painel, Martins foi responsável por apresentar as premissas para a viabilidade de empreendimentos deste formato. Para ele, três são fundamentais: design do produto – desenho arquitetônico e aprovações de projeto; design do programa – legislação, tributação, modelo de uso e nível de serviços; marketing e vendas – estudo de mercado, target e projeções de vendas.

*por Sávia Reis

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