Adit Invest 2018 – Mercado imobiliário discute economia, investimentos, crise e expectativas
“Este ano é para entender o mercado financeiro”, acredita Felipe Cavalcante, presidente do Adit Brasil, na abertura do Adit Invest 2018, que acontece hoje (23) e amanhã (24), na capital paulista.
Entre as novidades do evento para este ano, citada pelo executivo, a programação conta com palestras de quinze minutos que promete uma “troca dinâmica” e a criação de um aplicativo para uma melhor interação entre os participantes. “Todos que estão aqui são geradores de conteúdo de qualidade”.
O Adit Invest tem por objetivo “apresentar soluções que visam à captação de recursos para o desenvolvimento de empreendimentos e empresas, demonstrando o que instituições financeiras disponibilizam neste âmbito”, segundo Cavalcante. Executivos de construtoras, incorporadoras, loteadoras, fundos de investimentos e private equity, instituições financeiras, redes hoteleiras, investidores, proprietários de terrenos, consultorias, escritórios de arquitetura fazem parte dos participantes.
“Reunimos pessoas com capacidade de dizer o que está acontecendo no nosso País. Estamos ansiosos para ver o que vem pela frente”, conclui o presidente da associação.
Cenário
O primeiro painel tratou de responder o questionamento “O que nos aguarda em 2019? Certezas e incertezas do cenário econômico e de investimentos”. Com intermédio de Sérgio Villas Bôas, da Adit Brasil, participaram da discussão: Daniel Cunha, da CSHG; Fernando Crestana, da BTG Pactual; Jose Paim, da MaxCap; e Luiz Claudio Garcia de Souza, da Captalys.
Com a proximidade das eleições e com os recentes debates dos candidatos à Presidência da República, o tema política permeou a discursão dos palestrantes. Crestana se disse “otimista por natureza”.
“De acordo com as principais discussões [dos presidenciáveis], acredito que deva ter alguma coisa de reforma no próximo ano. Ano que vem, com um cenário de juros baixos e inflação controlada, devemos ter um pouco mais de fôlego e uma retomada desta indústria, que é tão importante”, crê.
“Se não acontece a reforma no governo do próximo presidente, será difícil de projetar com a inflação congelada. É um desejo que o candidato escolhido tenha uma agenda de reformas, mas é muito difícil de prever. Caso contrário, acredito que teremos juros de um dígito e devemos voltar a crescer”, explica Cunha.
Ainda que com um cenário de incerteza, Paim acredita que o momento é interessante. “Turbulências são necessárias. Ainda que mudanças sejam aprovadas, essa discussão não vai resolver para o mercado imobiliário. No entanto, há setores que estão recebendo movimentações muito interessantes. Não acreditamos, por exemplo, em empresas genéricas, que fazem tudo. As [empresas] especialistas estão crescendo em mercado mais competitivo”, diz.
Por fim, Souza disse que se o novo presidente “não for alguém que assuste o mercado, os investidores estão prontos”. “Acho que é praticamente inviável que o mercado volte a ser dominado por BNDES e Caixa. Acredito que vai voltar a um certo bom senso do mercado para financiar como forma de buscar aumentar a concorrência”, conclui.
*por Sávia Reis

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