
Após a linha Sprinter, com furgão, van e chassis para o transporte de pessoas, a Mercedes-Benz do Brasil lança o Vito, em duas versões. O Vito Tourer 119 passageiro e o furgão Vito 111 CDI, que pode circular em qualquer lugar e ser dirigido por motoristas com carteira de habilitação da categoria B. A versão furgão e van têm vidros elétricos e outros acessórios, sendo que todos vêm com direção elétrica.
Lançado em outubro e com vendas iniciadas em dezembro de 2015, o Vito têm dimensões favoráveis aos grandes centros urbanos. “Desde 2012, a linha ficou mais alta. Com isso, ela deixou de atender shoppings por conta da altura, pois o veículo não passava em estacionamentos com limitação de altura. Como o Vito é baixo, ele passa em qualquer local”, afirma Ana Paula Teixeira, gerente de marketing da marca.
A executiva completa: “com um automóvel alto, o cliente tinha que estacionar do lado de fora do supermercado, por exemplo, para fazer compras ou entregas, já que o veículo não entrava no local. Agora há a otimização da operação e menos manobras”. O automóvel tem airbag, exclusivo sistema ESP Adaptativo, luzes de freio adaptativas, visibilidade ampliada, deformação controlada, cinto de três pontos para motorista e passageiro, assistente de partida em rampa – segura o veículo por três segundos ao tirar o pé da embreagem –, e attention assistance – avisa que o condutor pode estar cansado, com base no horário e na quantidade de horas seguidas ao volante.
“É um carro que pode trazer diversas aplicações, sendo um parceiro do empreendedor. O design agrega valor à operação do cliente e a tecnologia proporciona segurança e redução de combustível. Além disso, a experiência com a linha Sprinter nos mostrou que havia o cliente que queria mais capacidade de carga e volumétrica, que proporcionasse agilidade e entrasse em estacionamentos”, relata Ana Paula.

Com espaço otimizado de cargas, pensado para o transporte, o veículo carrega até 1.225 kg e atende, inclusive, bufês, restaurantes e hotéis, com possibilidade de levar cargas frigoríficas. “Nos hotéis, geralmente a entrega de alimentos na cozinha é feita por áreas mais baixas, o que obriga o motorista a estacionar do lado de fora do hotel. Como o Vito atende 6 metros cúbicos de carga, ele transporta alimentos e equipamentos e dá agilidade, já que qualquer pessoa do hotel com habilitação do tipo B pode dirigi-lo”, explica Evandro Cunha, gerente de marketing da Mercedes-Benz.
Com 115 unidades vendidas só em dezembro de 2015, quando foi lançado, o Vito custa a partir de R$ 104.980 mil, na versão furgão com pintura sólida, chegando a R$ 139.990 na versão para sete passageiros mais o motorista. Com ar condicionado, o veículo fica R$ 5 mil mais caro. “O mercado de veículos comerciais leves cresce desde 2012, mas ano passado houve uma retração de 36%. Fechamos o ano com 24,5% de participação de mercado em vans mais pesadas”, conta Ana Paula. O veículo foi exposto na Feira do Empreendedor, que aconteceu em São Paulo, de 19 a 22 de fevereiro. “Vendemos um veículo durante a feira, para uma distribuidora de chocolates. Eles utilizavam três carros para fazer uma operação, então compraram o Vito para fazer tudo com um carro só, pagando apenas um IPVA, um motorista e gasolina para um veículo. Na ponta do lápis, o preço do carro compensa”, afirma a gerente, que mantém a fé, literalmente, no veículo. “O carro foi feito na Argentina e a primeira unidade foi até abençoada pelo Papa, quando o automóvel foi lançado na Europa, há um ano e meio”, diverte-se a profissional.

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