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Empresários e gestores discutem novos negócios em Aparecida (SP)

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico (Sinhores), com o apoio da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), promoveu nesta semana o primeiro Encontro Empresarial de Turismo Religioso. O evento aconteceu na cidade de Aparecida, no interior de São Paulo, e reuniu empresários, gestores locais e operadores de viagens.

As atividades tiveram início na terça-feira (7), com visitas por diferentes empreendimentos da região, como o Hotel Arco de Minas, Rainha do Brasil, Ouro Minas, Imperador, e Porto Real. Já na quarta-feira (8), a programação foi composta por painéis e um workshop entre empresários e operadores.

Ernesto Elache, presidente do Sinhores, iniciou a sua fala enaltecendo a importância da realização deste projeto voltado ao turismo religioso, pioneiro na região do Vale do Paraíba. O gestor destacou que no momento é necessário trabalhar a promoção de Aparecida para o mundo, atraindo um novo público para a cidade.

“Somente no ano passado recebemos 12 milhões de turistas. A média de visitantes aos finais de semana chega a 180 mil pessoas. Queremos apresentar a cidade de segunda a quinta, quando o movimento é mais tranquilo, há menos trânsito e as chances de negociação são melhores. A intenção é atrair viajantes de outros países católicos, especialmente da América Latina”, afirma Elache.

Para isso, o presidente do sindicato diz que estão sendo feitas ações visando o estreitamento entre empresários e operadores, para criar oportunidades de relacionamento e convívio entre os mesmos, gerando maiores chances de novos negócios.

Quem também participou do encontro foi Geisa Santos, da Diretoria de Produtos e Destinos da Embratur. A representante explicou que a autarquia nacional realiza trabalhos com produtos já consolidados pelo Ministério do Turismo (MTur), e que neste caso do turismo religioso, a pasta ainda não possui um projeto consistente na área. “É um setor que ainda carece de muito dados. Estamos aqui justamente para coletar informações sobre o potencial do destino e levá-las adiante para o Ministério, podendo assim trabalhar ações promocionais e integradas com a pasta”, conta.

Na parte da tarde, o diretor técnico da Secretaria de Turismo de São Paulo, Vanilson Fickert, apresentou um panorama sobre a atividade turística religiosa no Estado. O integrante também destacou a carência de informações precisas e recentes do segmento, e por isso, apresentou dados de 2007. “Os turistas religiosos têm idade média de 38 anos, a maioria é excursionista – que não pernoita – e com disposição de viajar até quatro horas e meia para chegar ao destino”, detalha. Na opinião do técnico, medidas como o fortalecimento do Conselho Municipal do Turismo e a realização de um inventário turístico são essenciais para alavancar os negócios na região.

Na sequência, Sergio Miguel Peniche, diretor-geral da Ruta de San Juan Diego, no México, falou sobre a experiência com o turismo religioso no país estrangeiro. “Para tornar os roteiros mais atrativos e fortalecer a oferta, é preciso que haja integração do produto religioso com os produtos culturais locais, além de estabelecer parcerias com as intituições religiosas”, acredita. Peniche também avalia que, neste tipo de negócio, a venda de rotas com opções de passeios em diferentes localidades é financeiramente mais vantajosa do que ofertar somente destinos específicos.

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