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Parceria entre a HSM e o Terá Hotéis deve movimentar R$ 480 milhões em investimentos

A HSM Desenvolvimento Imobiliário (HSM DI) e a TERA Hotéis, administradora hoteleira multimarcas, anunciaram uma parceria para o desenvolvimento e a operação de uma nova plataforma de empreendimentos residenciais com serviços hoteleiros no Nordeste. Estão previstos inicialmente seis projetos: quatro em Maragogi, no litoral norte de Alagoas; e dois na Praia dos Carneiros, no litoral sul de Pernambuco – e deverá movimentar aproximadamente R$ 480 milhões em investimentos.

A carteira será formada por empreendimentos de perfil residencial flat service hoteleiro, posicionados no segmento middle-upper scale, com a HSM DI responsável pela incorporação, construção e financiamento dos projetos e a TERA Hotéis pela estruturação e operação hoteleira. A expectativa é superar 500 unidades em operação na região até 2029, com as primeiras unidades podendo iniciar operação a partir de 2027.

“Conhecemos profundamente esses destinos, seu mercado imobiliário, o comportamento do comprador e o potencial de desenvolvimento da região. A TERA acrescenta a essa equação a especialização hoteleira e uma visão profissional de operação. Quando essas duas competências entram juntas desde o desenvolvimento, conseguimos pensar não apenas em um imóvel para comercialização, mas em um produto que precisa manter padrão, experiência e competitividade durante toda a sua vida operacional”, afirma Higo Moura, CEO da HSM Desenvolvimento Imobiliário.
 

Hospitalidade

A aproximação entre os setores imobiliário e hoteleiro tem impulsionado novas estratégias de desenvolvimento de empreendimentos. Nos modelos híbridos, fatores tradicionais, como localização e metragem, passam a dividir a atenção com aspectos como a gestão do ativo, os serviços disponíveis, a experiência oferecida e, nos projetos associados a uma bandeira, o reconhecimento da marca.

Esse movimento também se conecta à expansão internacional das branded residences, empreendimentos residenciais que incorporam a identidade, os serviços e os padrões de experiência de marcas hoteleiras e, mais recentemente, de empresas de outros segmentos. De acordo com a Savills, o mercado global encerrou 2025 com cerca de 910 projetos, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O pipeline internacional já abrange mais de 90 países.

Para Alejandro Moreno, presidente da TERA Hotéis, a escolha da bandeira deve considerar as características e os objetivos de cada empreendimento, em vez de seguir um modelo único. “Não acreditamos que exista uma bandeira ou uma fórmula adequada para todos os empreendimentos. Primeiro precisamos entender o destino, o produto, o público e a estratégia daquele ativo. A partir daí, podemos definir qual marca faz sentido e construir uma operação coerente com essa proposta. A bandeira pode agregar reconhecimento e distribuição, mas é a combinação entre produto, marca e uma operação consistente que sustenta a experiência e a geração de valor no longo prazo”, afirma.

Antes da abertura

A entrada da TERA também muda o momento em que a operação hoteleira passa a fazer parte do projeto. Tradicionalmente, uma administradora pode receber um ativo praticamente pronto e adaptar sua operação à estrutura construída. Na parceria com a HSM DI, a lógica é integrar a visão operacional ao desenvolvimento dos empreendimentos. Isso permite analisar antecipadamente aspectos que terão impacto direto na operação futura, como áreas de lazer e convivência, alimentos e bebidas, serviços, fluxos, tecnologia, experiência do hóspede e espaços com potencial de geração de receita.

Para Moreno, muitas das decisões que determinam o desempenho futuro de um empreendimento hoteleiro são tomadas antes mesmo do início da operação. “Quando a operadora participa mais cedo, conseguimos olhar o projeto também pela perspectiva de quem precisará fazê-lo funcionar todos os dias. Uma decisão de layout, o dimensionamento de uma área comum ou a concepção de determinado serviço pode afetar custos, eficiência e experiência durante muitos anos. Incorporar essa inteligência desde o desenvolvimento tende a produzir ativos mais eficientes e preparados para competir”, explica. Após a abertura, caberá à TERA a gestão hoteleira dos empreendimentos, incorporando áreas como operação, hospitalidade, estratégia comercial, distribuição e Revenue Management.
 

Wyndham Residences Maragogi

O Wyndham Residences Maragogi Quinta das Mangueiras Resort é o primeiro projeto anunciado da estratégia de expansão da parceria. Lançado em julho, o empreendimento será construído na Praia de Ponta de Mangue, em Maragogi, com investimento de R$ 80 milhões. A estrutura prevê 309 apartamentos em três torres, beach club, rooftop, restaurante aberto ao público e áreas de lazer. Segundo a HSM, cerca de 30% de seus investidores são estrangeiros, principalmente argentinos e chilenos.

A parceria prevê seis empreendimentos concentrados em Maragogi, com quatro projetos, e na Praia dos Carneiros, com outros dois. A escolha prioriza o litoral norte de Alagoas e o sul de Pernambuco, combinando a atuação regional da HSM DI à experiência da TERA na operação hoteleira. Na região, o projeto do Aeroporto Costa dos Corais também integra as iniciativas voltadas à ampliação da conectividade aérea e ao desenvolvimento do corredor turístico entre os dois estados.

A proposta das empresas é ampliar a oferta de empreendimentos que combinem o potencial imobiliário dos destinos com serviços estruturados e gestão profissional. “Existe um mercado imobiliário turístico muito forte nessa região e existe demanda por hospitalidade. O que queremos acrescentar é consistência operacional. Padronização não significa tornar os projetos iguais; significa garantir que aquilo que foi prometido ao comprador e ao hóspede seja efetivamente entregue todos os dias. É isso que transforma um bom projeto imobiliário em um produto de hospitalidade sustentável”, completa Higo Moura.

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