Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de estratégias para destinos, empresas e instituições no Brasil e no exterior, Marta Poggi lança o livro Futuro do Turismo – Inovação, Tendências e Estratégias para um Novo Mundo, publicado pela Editora Senac São Paulo. A obra analisa as transformações em curso no setor e discute como tecnologia, novos comportamentos de consumo e modelos de desenvolvimento podem influenciar a atividade nos próximos anos.
Entre os temas abordados está o conceito de Viajante 5.0, perfil de consumidor mais conectado, exigente e consciente. Segundo a autora, esse público amplia suas expectativas para além da viagem em si e passa a valorizar experiências personalizadas, autenticidade, bem-estar, propósito e a construção de memórias significativas.
A experiência do viajante é um dos eixos centrais da publicação. O livro reúne tendências que já vêm impactando o turismo, como o bem-estar 360, a gastronomia, o passion travel, as whycations e a procura por destinos menos conhecidos e menos saturados.
Outro ponto analisado é a transição do overtourism para modelos de turismo regenerativo. A proposta, segundo a obra, é ir além da redução dos impactos negativos da atividade e estimular práticas capazes de gerar benefícios ambientais, sociais, culturais e econômicos para destinos e comunidades.
Tecnologias como inteligência artificial, Big Data, automação e recursos imersivos também aparecem na publicação. A análise considera tanto os ganhos de eficiência proporcionados por essas ferramentas quanto seu potencial para apoiar decisões, personalizar experiências e criar novas formas de interação com os viajantes.
A inovação é tratada ainda sob a perspectiva da competitividade de empresas e destinos. Marta aborda temas como ecossistemas de inovação, startups, Destinos Turísticos Inteligentes, place branding e novos modelos de negócios, relacionando esses movimentos às mudanças que vêm redesenhando o setor.
Para a autora, avanço tecnológico e humanização não são caminhos opostos. “O futuro do turismo não será definido pela tecnologia em si, mas pela maneira como ela será utilizada para criar experiências mais humanas, inteligentes, significativas e sustentáveis”, afirma.
No capítulo final, o livro projeta possíveis cenários para o turismo até 2040, passando pela transformação das profissões, pelas novas competências exigidas dos profissionais, por viagens mais fluidas e orientadas por propósito e por fronteiras emergentes da inovação, como o turismo espacial.

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