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Barracuda: o ecossistema de hospitalidade que redefiniu o alto padrão em Itacaré

De um projeto residencial à criação de um modelo autoral de hospitalidade, o Grupo avança para o ultra premium sem abrir mão de propósito, território e autenticidade

O que começou como o sonho de famílias suecas em viver temporadas em Itacaré, no sul da Bahia, se transformou, ao longo de duas décadas, em um dos projetos mais singulares da hotelaria brasileira contemporânea, fruto da sociedade de um grupo de amigos suecos e dos brasileiros Juliana Ghiotto e Daniel Lima.

A história do Barracuda não segue o caminho convencional do mercado. Antes de qualquer construção, vieram anos de escuta, convivência e entendimento profundo do território. A proposta inicial era simples: desenvolver casas para famílias que buscavam natureza, segurança e conexão com o estilo de vida local. Mas o tempo — e os desafios — moldaram algo maior.

À frente dessa trajetória, Juliana Ghiotto ajudou a consolidar o Barracuda como um verdadeiro ecossistema de hospitalidade — muito além da definição tradicional de hotel. Ela conta que o processo de licenciamento ambiental levou cerca de oito anos, e foi um dos grandes testes de resiliência do grupo. Somado ao desenvolvimento do projeto como um todo, foram mais de 15 anos até que o Barracuda ganhasse forma completa.

Juliana Ghiotto

Mais do que um entrave, esse período foi fundamental para consolidar um dos pilares do empreendimento: a sustentabilidade como premissa, e não como discurso. “A gente  não começou com um business plan tradicional. Começamos com um sonho e com muito respeito pelo lugar”, resume Juliana. Esse olhar se reflete até hoje na forma como o grupo se posiciona — como ponte entre culturas e agente ativo no território.

De residência à hospitalidade: a virada que garantiu a sustentabilidade do negócio

A hospitalidade surgiu quase como um desdobramento natural — e necessário. Em 2013, antes mesmo da conclusão das vilas, o grupo abriu o Barracuda Boutique Hotel, hoje reposicionado como OITI by Barracuda. Oiti é o nome de uma árvore guardiã local, que fica na frente do hotel.

Sala de estar do OITI by Barracuda
Restaurante e área externa do OITI by Barracuda

O que começou como uma casa para receber amigos e os investidores suecos evoluiu para um laboratório de experiências. Foi ali que o grupo entendeu que, sem uma operação de hospitalidade estruturada, o projeto imobiliário não se sustentaria no longo prazo.

Essa percepção levou à inauguração, em 2020, do Barracuda Hotel e Villas, incluindo um hotel com 17 suítes e sete vilas de propriedade de suecos disponibilizadas no pool de locação, consolidando a integração entre residências privadas e operação hoteleira. Mas foi nos últimos anos que o grupo deu um passo além ao refinar o posicionamento de cada produto dentro do portfólio.

Uma das villas disponíveis no pool de locação

O OITI, por exemplo, deixou de ser um hotel boutique tradicional para se tornar um “restaurante com quartos”, mais conectado à vida local de Itacaré. O movimento trouxe resultados expressivos — tanto em percepção de marca quanto em performance financeira, com a diária média praticamente dobrando. Já o Barracuda Hotel e Villas manteve sua proposta de imersão na Mata Atlântica, com foco em experiência, serviço e integração com a natureza. “A gente não se define como luxo, mas como alto padrão — que é entregar, com consistência, exatamente aquilo que se propõe”, explica Juliana.

O passo mais recente dessa evolução é a Oka by Barracuda — uma casa de nove suítes posicionada no topo de um morro, com vista panorâmica e foco absoluto em privacidade. Praticando diárias all inclusive a partir de US$ 30mil, o produto marca a entrada do grupo no segmento ultra premium, mas mantendo a essência do projeto: arquitetura integrada ao território, design brasileiro e experiências sob medida. De acordo com Juliana, nesse conceito o segredo é tratar cada hospedagem como um projeto único, no formato de private retreat, reforçando uma tendência crescente no mercado de alto padrão, que é aliar exclusividade à personalização radical.

A Oka by Barracuda não está disponível para reservas no site, sendo promovida inicialmente via boca a boca e em eventos seletos, como o Do Not Disturb, a feira setorial mais exclusiva do mundo que no ano passado foi realizada em Puglia, no sul da Itália.  A primeira locação foi para um jogador de futebol holandês para o Revéillon.

O futuro: crescimento com propósito

O próximo capítulo do Barracuda já está em andamento. Com investimento de cerca de R$ 28 milhões, o grupo prepara a ampliação do Barracuda Hotel e Villas, que passará de 17 para 36 acomodações. Serão 19 novas suítes, divididas entre categorias que priorizam casais e experiências mais intimistas, incluindo unidades suspensas em estilo cabana na floresta.

Juliana destaca que mais do que crescimento, a expansão responde a uma lógica estratégica: “otimizar a operação e aumentar a rentabilidade de uma estrutura já consolidada.” Paralelamente, o grupo avalia simplificar sua comunicação, abandonando termos como “hotel” e “villas” para assumir apenas o nome Barracuda, como forma de evitar rótulos e reforçar seu posicionamento como plataforma de experiências.

Essa decisão reflete uma mudança mais ampla no setor, em que empreendimentos deixam de ser apenas meios de hospedagem para se tornarem hubs de lifestyle, gastronomia e conexão cultural.

Com diferentes produtos — do vibrante OITI à exclusiva OKA — o Barracuda constrói um portfólio complementar, que dialoga com perfis distintos de viajantes, mas mantém uma narrativa única.

No centro dessa estratégia está a convicção de que hospitalidade não se limita à infraestrutura, mas se constrói na relação com o território, na curadoria de experiências e na autenticidade. Em um momento em que o mercado de luxo busca diferenciação, o Barracuda aponta um caminho possível: crescer, sofisticar e escalar — sem perder a essência.

www.thebarracuda.com.br

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