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“Taxas se fazem necessárias”, diz Alexandre Sampaio

Foto de Ara Filmes

Desde a publicação no Jornal O Globo, em 27 de setembro, da matéria que levantava a questão dos destinos como Campos do Jordão (SP), Aparecida (SP) e Angra dos Reis (RJ) cobrarem taxa de turismo para, a priori, ser usada com o apelo ambiental, várias autoridades se manifestaram. Toni Sando, da Unedestinos, já se declarou contra. Abaixo, Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), dá sua opinião sobre o tema:

“Recentemente, estivemos em Paraty para o evento organizado pela FBHA em parceria com o Sesc DN, Sebrae Rio e Fecomércio RJ. Na véspera, o município de Angra dos Reis, também na Costa Verde fluminense, implantou através de sua prefeitura uma taxa de acesso à Ilha Grande, um dos maiores atrativos daquela região.

Este valor visa minimizar a visita de turistas chamados mochileiros que, majoritariamente, só acampam, não utilizam hospedagem, raramente fazem refeições em estabelecimentos locais e tampouco demandam o comércio para quaisquer aquisições, pois já trazem seu consumo planejado de casa. Muitos deixam lixo perto de onde acampam, dado que não utilizam campings oficiais.

Por tudo isto, a cobrança se faz necessária para ordenar o usufruto de uma área preservada, que precisa de cuidados constantes, além de propiciar à prefeitura recursos para o poder público investir em infraestrutura para a população local.

Deste modo, defendemos que conventions bureaux são uma ótima opção para o turismo municipal  arrecadar valores junto aos visitantes, que devem ser destinados a promoção do destino, mas em determinadas situações, como a de Angra dos Reis, taxas se fazem necessárias”.

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