Foto: Roberto Castro/MTur
A saga da cadeira mais valiosa da campanha de 2026
No dia de 20 de setembro, o Ministro do Turismo, Celso Sabino, avisou Luís Inácio Lula da Silva que pediria demissão na semana seguinte, logo após o retorno do presidente da reunião da ONU, em Nova Iorque. Isso porquê, no dia anterior (19), o partido de Sabino, o União Brasil, havia determinado em forma de ultimato que seus afilados desembarcassem do governo. Até aquele momento, ele era o único nome do partido no primeiro escalão na gestão petista.
O tempo passou e no dia 26 de setembro Sabino entregou pessoalmente a carta de demissão ao presidente durante encontro no palácio do planalto, mas afirmou que permaneceria no cargo até o dia 2 de outubro a pedido de Lula para acompanha-lo na inauguração das obras relacionadas à COP30.
O fato é que Celso Sabino decidiu continuar no cargo de Ministro do Turismo e enfrentar as possíveis punições do União Brasil, que podem chegar até a expulsão do partido. O presidente Lula, por sua vez, com esse movimento, “morde um bom pedaço” do Centrão na região Norte, mas o turismo brasileiro está claramente patrocinando uma possível campanha ao Senado de Celso Sabino.
O parlamentar está de olho na crescente popularidade do presidente, que terá que ter muita habilidade para em duas vagas ao Senado do estado do Pará acomodar, além do ministro, o atual governador do Pará, Helder Barbalho, do MDB, e o atual presidente da assembleia legislativa, o deputado Chicão, do mesmo partido.
Enquanto tudo isso acontece, a máquina do ministério está toda dedicada a projetar Celso Sabino em seu estado, o Pará, não que a unidade federativa não mereça projeção, mas a quantidade de notícias que recebemos de feitos do ministério dedicados a ela é desproporcional ao tamanho do Brasil.
Recentemente, nas gravações da segunda temporada do nosso Think&Talk, perguntamos à várias pessoalidades do turismo uma avaliação do ministério e não ouvimos nenhuma nota maior que 5 em uma escala até 10. Vale conferir, a temporada vai ao ar em breve. Também há pouco tempo, ouvimos de um secretário de turismo, que prefere não se identificar, que não consegue recursos para seu destino, mas percebe um canal aberto para destinos paraenses. Pena!

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