Em mais um passo para a plena recuperação pós-pandemia, o Visit Iguassu anunciou que deve encerrar o ano com 15 novos eventos captados para Foz do Iguaçu (PR). No primeiro semestre de 2023, a entidade conseguiu sete novos eventos, apoiou outros oito e finalizou junho com mais 12 em processo de captação.
“Para 2023, a estimativa é fecharmos o ano com até 15 novos eventos captados. Com a retomada plena do turismo e a recomposição da equipe do Visit Iguassu, a expectativa é alcançar os números anteriores à pandemia (27 captações anuais) entre 2024 e 2025”, afirma o gerente de Negócios & MICE da entidade, Eduardo Prinz.
O processo de captação passa pelas fases de pesquisa, identificação de oportunidade, sensibilização e candidatura. Na etapa de sensibilização, por meio de pesquisa, o time do Visit identifica eventos que possam ser captados e inicia as tratativas. “Fazemos contato com a pessoa que possa postular a candidatura. Se ela aceitar o desafio, oferecemos todo o apoio para o processo, que passa pela visita de inspeção na cidade e cumprimento de exigências da entidade a qual pertence o evento”, comenta Prinz. “Prestamos consultoria técnica especializada durante todo o processo para ser um facilitador”, detalha.
Felipe Gonzalez, presidente do Visit Iguassu, diz que “o foco do instituto é a captação de eventos associativos, somando esforços com a iniciativa privada associada, que possui equipe comercial nos mercados estratégicos, captando eventos corporativos para a cidade e consequentemente para os seus produtos e estabelecimentos. O trabalho é conjunto e o resultado se multiplica”.

Impacto econômico dos eventos
Uma pesquisa de impacto econômico dos eventos internacionais realizados no Brasil, desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Embratur, revela que os turistas de negócios e eventos gastam, em média, US$ 329,39 por dia no país, número quatro vezes maior do que as despesas dos visitantes internacionais em viagens de lazer (US$ 73,77).
A captação de eventos é indispensável para estabilizar o fluxo de turistas na cidade nos períodos de baixa temporada de lazer, principalmente entre março e junho e agosto e novembro. A afirmação é da diretora executiva do Visit Iguassu, Elaine Tenerello. “Além disso, o turista de eventos tem por característica movimentar uma grande parcela da cadeia produtiva, que o turista de lazer não movimenta, que são as empresas prestadoras de serviços para eventos”.
De julho a dezembro deste ano, Foz do Iguaçu receberá 14 eventos captados com o apoio do Visit Iguassu. Juntos, trarão cerca de 15 mil participantes com estimativa de injetar R$ 98,8 milhões de reais na economia local. “O trabalho de captação de eventos não é uma função responsiva, mas sim geradora de demanda. Por isso, quanto mais profissionais tivermos e quanto mais inteligência de mercado for aplicada, maiores serão os nossos resultados. Esperamos retomar o fluxo de crescimento sustentado antes da pandemia e seguir posicionando a cidade como um dos principais polos de turismo de lazer e eventos do Brasil”, finaliza Prinz.

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