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HotelInvest lista desafios do mercado de Short-Term Rental

Durante a Imobtur – seminário sobre investimentos imobiliário promovido hoje (29) pela ADIT Brasil em São Paulo, a HotelInvest apresentou um estudo sobre o Short-Term Rental no mercado paulistano. De acordo com o documento, a oferta nesse modelo foi acentuada na cidade a partir do Plano Diretor, que incentivou a construção de edifícios residenciais e não residenciais, permitindo o desenvolvimento de prédios de perfil residencial variado.

Os dados analisados pelo estudo – elaborado em parceria com o AirDNA e o Escritório Michaelis Arquitetura – apresentaram um aumento exponencial da oferta (50%) entre fevereiro de 2021 e agosto de 2022. Já a ocupação registrou leves oscilações no período analisado se comparado com a hotelaria tradicional, que sofreu de forma mais acentuada na pandemia.

Desafios

A pesquisa identificou, ainda, desafios do mercado de Short-Term Rentals ainda sem respostas e destacou que o aumento descontrolado da oferta nesse modelo pode acarretar em uma redução de diária e de ocupação do mercado, gerando uma possível queda de aluguéis. Confira alguns insights:

– A variedade de tipologias de produto pode gerar confusão entre os consumidores, além de prejudicar a percepção de qualidade, já que há unidades avulsas, empreendimentos inteiros, portaria remota, tamanhos e facilidades diferentes em cada unidade;

– Apesar da estrutura mais enxuta no empreendimento, os custos operacionais direcionados à central são significativos, tornando a redução de custos (como a logística de limpeza, por exemplo) um dos principais desafios enfrentados pelas administradoras desse mercado, além do alto investimento em tecnologia adicional (como a necessidade de interação entre os diversos canais de venda e a customização de serviços através da inteligência artificial);

– Além disso, o relacionamento com os investidores/condomínio, que costuma ser problemático em hotéis, também pode se tornar um desafio nos Short-Term Rentals, especialmente em eventuais conflitos de interesse estrutural ou durante a estadia, entre moradores permanentes e hóspedes, sendo que a baixa restrição contratual pode acabar trazendo risco de saída de unidades no pool de locação;

– Por fim, destaca-se também a inexistência de um fundo de reserva das unidades para renovação do ativo. Com o passar dos anos e o envelhecimento da propriedade, apesar do produto atualmente se beneficiar de um pacote de vantagens (apartamento novo, espaçoso e localização atrativa), a falta de recursos para um retrofit pode prejudicar a penetração de mercado dessas unidades.

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