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Congresso Brasileiro de C&VBx reúne membros do governo e do setor turístico

Realizada nos dias 14 e 15 de março no auditório da sede da Confederação Nacional do Comercio Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, a 14a edição do Congresso Brasileiro de C&VBx contou com a participação de autoridades do governo e de representantes do setor turístico.

Entre os convidados do anfitrião Marcio Santiago, presidente do Brasil C&VB, estiveram presentes Paulo Tadros, diretor da CNC; Larissa Peixoto, presidente do Iphan; Otavio Leite, deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro; Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação e diretor do Cetur da CNC; Paulo Gaba Jr, vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte; e Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional. O discurso de otimismo foi uníssono, todos apostam em um novo tempo para o turismo brasileiro.

Apesar de ter confirmado a presença o Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, mudou sua agenda e não compareceu em nenhuma das atividades planejadas com a organização. Aliás, a grade sofreu algumas alterações até o encerramento do evento. As inscrições foram abertas ao publico no valor de R$ 150,00 por assento, mesmo assim o auditório da CNC, que tem capacidade para 160 pessoas, em momento algum teve mais que 50 lugares ocupados entre autoridades, convidados e pagantes. 

Na ocasião, uma relevante homenagem foi feita a Eraldo Alves da Cruz, hoteleiro, ex-presidente da ABIH Nacional e que em seus últimos anos atuava como secretário executivo do Cetur da CNC. Sua esposa Lenoura Schmidt recebeu a homenagem póstuma.

Inovações no transporte

O primeiro a falar foi Paulo Gaba Jr, que levou o debate a importância do modal terrestre para o turismo e como o negócio impacta no crescimento do setor. Empresário no ramo de locação de automóveis, dividiu como foi complicada a gestão nos últimos dois anos de quase fechamento total. Gaba compartilhou sua visão de que hoje estamos mais próximos de um cenário “Star Wars” do que dos “Jetsons”.

De acordo com Gaba, já existem opções de compra de meios de transporte autônomos aéreos que, em tese, substituiriam os carros. O executivo afirma que os projetos estão em fase final de desenvolvimento e em cinco anos estarão em linha de produção. “Sem transporte não há turismo e em cinco anos o transporte será totalmente diferente”.

Investimentos em atrativos turísticos

Savio Neves, gestor do Bondinho do Corcovado, levou um respiro de otimismo ao apresentar vários investimentos da empresa em produtos no Rio, somando alguns bilhões de Reais. Entre eles, o executivo destacou o Bonde do Corcovado, recentemente revitalizado, mas que sofre com o embargo da estação de Cosme velho, criando dificuldade para a atualização do ativo; o Hotel das Paineiras, revitalizado e reinaugurado em 2016 como centro de visitantes dentro do Parque da Tijuca.

Outra atração citada por Neves foi o AquaRio, que recebeu R$ 150 milhões de investimento e, devido ao sucesso, teve seu ROI reduzido pela metade (14 para 7 anos). O local, que possui o maior tanque da América Latina e reproduz a Baía de Guanabara, recebeu 1,5 milhões de visitantes no primeiro ano de operações e um milhão, em média, nos anos seguintes.

Por fim, o executivo falou sobre a maior Roda Gigante o Brasil, com 90 metros de altura, o Parque dos Dinossauros, que recebeu investimentos de meio bilhão de Reais, e o Trem Azul, que contou com mais meio bilhão de Reais. “Oportunidades no turismo aparecem na crise”, assim encerrou seu discurso.

Encerrando o evento, o painel Marketing Ecosófigo, mediado pela professora de hotelaria do Senac, Eliane Almeida, contou com a participação de Tião Santos, presidente da Associação de Catadores de Gramacho; da Verônica Castro, gestora ambiental; e Marcelo Henrique Alves Carvalho, bacharel em Ciências Biológicas.

Marcelo Henrique Alves Carvalho, Tião Santos, Eliane Almeida e Bruna Batista Gitahy

Já Nicole Facuri, diretora de Desenvolvimento e Competitividade do Ministério do Turismo apresentou o projeto DTI Brasil, inspirado em uma ação espanhola que monitora e estuda cidades inteligentes do país europeu. No Brasil são 10 cidades em todas as regiões que fazem parte deste estudo, mas a executiva lembra que sempre a ação deve ter o envolvimento da gestão municipal, levando em conta que o turismo bom acontece em cidades onde os moradores têm boa qualidade de vida.

Nicole Facuri

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