Hospitalidade além da hotelaria
O boom dos glampings brasileiros acelerado pela pandemia da Covid-19
Nunca essa expressão esteve tanto no imaginário dos viajantes como agora. Manter o distanciamento social e, de quebra, ficar em contato com a natureza, praticar um turismo mais sustentável com uma pitada de aventura é o que leva pessoas do mundo todo a buscar empreendimentos com acomodações isoladas em meio à floresta, no alto de uma montanha ou em uma praia deserta, mas sem perder as comodidades de um hotel cinco estrelas.
Os glampings, conceito de acampar com conforto e muito charme, é uma modalidade que faz sucesso no exterior há anos, mas que no Brasil começou a revelar-se agora. “Foi no Reino Unido que o termo surgiu, em 2005, mas a ideia de acampamento de luxo é bem mais antiga do que isso”, afirma Rafael Paiva, diretor comercial da Geodomos e da Seu Glamping, empresas de desenho e fabricação arquitetônica especializada em Domos Geodésicos.
Segundo o executivo, no final da década de 1990 começaram a surgir os primeiros empreendimentos de glamping na Inglaterra, local atualmente com o maior número de hospedagem desse tipo. “Em 2019, a Glamping Association contabilizou 34 mil unidades no País”, comenta. “Já no Brasil, o conceito existe desde 2018, mas ainda não há um levantamento de quantas estruturas de acampamento de luxo temos por aqui”, afirma Paiva.
De acordo com o último estudo do Grand View Research, divulgado em março de 2021, o mercado global de glamping deverá movimentar US$ 5,41 bilhões entre 2021 e 2028, um crescimento de 14%, e o público prioritário do segmento atualmente é formado por casais na faixa de 18 a 32 anos e sem filhos. “Oferecer pacotes personalizados pelas redes sociais também tem sido um fator importante para atender à demanda”, diz a pesquisa, que inclui o Brasil entre os países com potencial de expansão.
“Acredito que esse crescimento exponencial seja uma tendência mundial, principalmente para pessoas que já possuem um terreno e não sabem como gerar renda extra”, afirma Sergio Cohen Arazi, gerente da Génesis Geodésica, companhia que produz bangalôs geodésicos para hospedagem. “O principal diferencial da geodésica é que podemos montar a acomodação em 48 horas, desde que o local esteja pronto para recebê-la. Para quem já possui um empreendimento hoteleiro, a cabana é mais um diferencial”, sugere.
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