2020: agora vai! Vai?

No início de 2019 trouxemos as nossas impressões sobre aquele novo ciclo. O que aconteceu e como estão as perspectivas para 2020? A expectativa era aprovar a reforma da previdência com facilidade. Na prática, até meados de setembro ela ainda tramitava no Congresso, onde, aos trancos e barrancos, passou em outubro. Falávamos da retomada do consumo e de “robusto crescimento no PIB”. “Robusto” não foi; estima-se menos de 1%. Mas como nos anos anteriores estávamos “dobrando a meta” de derreter o PIB e degringolar as contas públicas, podemos considerar uma boa evolução, combinado?

A confiança do consumidor oscilou. Cresceu, caiu, cresceu de novo. Te parece um ciclo? Sim…. todo ano é assim, animados no começo, tristes no meio, animados no final. Temos motivos para isso? O mercado financeiro acha que sim, e reagiu de maneira extraordinária! A bolsa fechou acima dos 115 mil pontos, recorde histórico! A perspectiva é de chegar a 130 mil – os mais otimistas dizem 140 mil em 2020.

O ambiente de negócios melhorou e vemos novas marcas em diversos segmentos, mesmo nos mais tradicionais e conservadores como o bancário. Mudança importante nesse mercado que deve reduzir os custos do crédito e mover a economia de maneira mais dinâmica, impulsionando o consumo.
O aumento na produção de embalagens, índice fundamental para a prévia do crescimento da produção industrial, mostra melhora de 2,7% em outubro de 2019, o que poderá ser traduzido em crescimento para o 1° trimestre ante ao ano anterior (com PIB negativo), continuando o aumento do PIB dos últimos 12 meses.


Do outro lado a política continua apolítica. Contraditória, controversa, polarizada e com o adicional retrocesso jurídico em diversas decisões do STF, aumentando a insegurança jurídica e abrindo a porta de novo para a corrupção. O Governo? Deixamos para você achar o que quiser dele sem entrar em “Fla-Flu” político….

E a Hotelaria nisso tudo? No início de 2019 a perspectiva do FOHB era de aumento de 4,4% na Diária Média. Fechou em 6,8%. Não necessariamente isso também represente os hotéis independentes, cada vez mais dependentes de canais eletrônicos e sem a mesma inteligência de negócios de cadeias hoteleiras. Será que o mercado voltou? Segundo a consultoria HotelInvest, sim!

Falando neles, os (in)dependentes, no ano passado a OYO chegou cheia de gás. Contratou uma molecada de startups sedenta por fazer acontecer, mas que não entende nada de hotelaria. Segundo a mesma já são 400 hotéis, uns felizes, outros nem tanto. A estratégia é baixar o preço e atrair volume. Vai dar certo?

O consumidor continua mais online. Canais de distribuição tanto no segmento de lazer (B2C) quanto no de negócios (B2B) são relevantes e mais complexos do que nunca. Compras por celular são cada vez mais importantes. Conteúdo em canais online é tão significativo ou mais do que preço e disponibilidade.

A CVC continua avançando com a aquisição e consolidação de demanda. A última foi a agência online argentina Almundo. Quem será a próxima “vítima”?

Cadeias hoteleiras globais seguem comprando umas às outras e dificultando a vida dos hotéis independentes e redes locais. Contudo, o mercado hoteleiro brasileiro continua sendo 75% independente. Ser ou não ser, eis a questão… Restaurantes de hotéis permanecem fora de plataformas de delivery e perdendo dinheiro. Até quando?

E assim… mais um ano, mais um desafio. Prepare-se! 2020 pode ser ótimo! Depende de você: o quanto se atualizou e quão competitivo você está. As perspectivas são positivas.

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