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2019
01
11

Tendências impulsionadas pela geração Gol

Por Carolina Sass

Para estarmos à frente das transformações de comportamento realizamos uma pesquisa com mais de 400 membros da geração Z de todo o Brasil. A geração Z, ou geração Gol como chamamos na pesquisa, é formada por um grupo de indivíduos mais pragmáticos e resilientes que os Millennials que os antecedem. Geração Gol porque a companhia área foi criada em 2001, revolucionando a aviação brasileira, e a ONU classifica aqueles que nasceram a partir deste ano como os membros desta geração.

A geração Gol é formada por viajantes frequentes a lazer (86,59%). Viajam de duas a três vezes no ano. São viagens curtas, para destinos regionais, principalmente para a praia. O objetivo é desconectar e relaxar com parceiros e amigos. Ainda gastam menos que as gerações anteriores (R$ 750 comparados com os
R$ 3 mil dos Millennials), mas são consumidores de toda a cadeia do turismo. Viajam para destinos escolhidos e, por isso, começam a planejar com antecedência, buscando melhores preços e promoções.

Os membros da geração Z são autônomos e organizam cada parte de sua viagem de forma independente. Consultam de dois a quatro sites ou apps antes de fazer reservas, especialmente para comparar preços (86,34%), checar opiniões de outros clientes (62,2%) e procurar promoções (57,56%).

Considerando os principais resultados da pesquisa, escolhemos três tendências para os próximos anos que impactarão o universo das viagens:

1) Techexperiências: falar de big data hoje é lugar comum, mas poucas empresas usam dados para personalizar a jornada dos clientes. Estas informações, combinadas à inteligência artificial, já permitirão que empresas entendam o leque de clientes e, com isso, façam a curadoria de produtos e serviços para entregar valor a cada indivíduo. Um exemplo é a Guide121, startup brasileira que propõe uma forma inteligente de planejar viagens. A plataforma oferece roteiros personalizados com uso de IA e envia recomendações pensadas para cada pessoa.

2) Vida Covivida: queremos estar equilibrados e saudáveis, mas compreendemos que isso é potencializado quando em comunidade. O bem-estar não deve estar limitado a momentos isolados, mas sim presente em tudo que nos rodeia. Coworking, coliving, cotraveling e mais experiências compartilhadas permitirão extrapolar as vivências individuais e estimular o aprendizado também com histórias dos outros. Um exemplo é o escritório de arquitetura Schemata Architects, que criou um novo conceito de cozinha compartilhada. Estes espaços podem ser alugados por amantes da gastronomia ou empresas desta indústria, oferecendo uma nova forma de comer fora. No conceito, os próprios convidados cozinham e servem uns aos outros, aproximando relações.

3) Repropósito: as empresas já estão se comunicando com transparência, cuidando da cadeia produtiva e muitas se posicionam claramente, inclusive sobre temas polêmicos. Agora é preciso dar um novo propósito para as mesmas coisas. Compartilhar é o novo comprar e não se valoriza mais o consumo excessivo. Ser descolado é consumir de forma inteligente e tirar dos recursos disponíveis o máximo valor. A Accor criou os chamados FlyingNests - containers eco-friendly que podem ser transportados para locais de grandes eventos, atendendo às necessidades de aumento temporário da demanda por hospedagem.

O que fica disso? Temos que estar de olho no movimento das gerações, pois eles são nossos clientes atuais e futuros; e com nova mentalidade e comportamento, esperam entregas diferentes em suas viagens

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