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2019
23
07

Place Branding: o Brasil estava um século atrasado, agora regrediu às trevas

Por Luis Grottera

Os países e as cidades são tratados como Destinos Turísticos de uma forma cada vez mais profissional, afinal a indústria do turismo vale ouro. O mundo percebeu que as bandeiras não geram relacionamento com as pessoas e, usando as técnicas das empresas, passou a aplicar o conceito de MARCA. Assim se criou o PLACE BRANDING. Uma coisa difundida no mundo inteiro. No Brasil, praticamente ignorada, a não ser por pequenos e incipientes trabalhos. São incontáveis meus dias perdidos nos últimos cinco anos tentando convencer municípios, capitais, estados e o país de que isso é fundamental para o Brasil dar um salto.

A nossa Marca anterior, Brasil Sensacional, é de 2008. Uma criação da Embratur, no Governo Lula, que desenvolveu um projeto chamado Aquarela, relativamente fundamentado e que visava dar sustentação à ideia de um novo turismo no Brasil, com a chegada da Copa e da Olimpíada. Do ponto de vista técnico, o maior problema é que, de um Plano de Trabalho, passaram a chamar fornecedores, sem um projeto de Branding que orientasse o design e a comunicação para serem eficazes em seus trabalhos. Resultado, a Marca é até graficamente interessante, tem uma lógica por trás, mas é vazia de conteúdo, sem estratégia clara, abrangência e memorabilidade. Não há propósito na Marca Brasil Sensacional.

Aí chega o novo Governo, nomeia um Ministro que está enfrentando críticas políticas severas, em uma área que precisa progredir rapidamente, e permite que a Embratur mude a Marca para uma solução que remete a um passado assombroso! 

Está tudo 100% errado na nova Marca lançada pelo Governo Bolsonaro. Errado na forma e no conteúdo. Exemplo: para adotar o nome com Z é necessário um zilhão de pesquisas. Mas, de antemão, a probabilidade dessa decisão estar certa é muito baixa. Criar uma esquisitice numa nova Marca é um desejo de quase todo Brander, uma vez que a esquisitice gera a memorabilidade. Não é por acaso que encontramos com facilidade uma letra trocada ou invertida numa Marca.

Exemplo 2: usar a palavra LOVE exige um milhão de pesquisas para entender onde e como isso impactará na imagem do serviço e na reputação da Marca. Isso vai aumentar ou diminuir o turismo sexual? 

Uma lástima. O turismo é um segmento de grande crescimento globalmente. O Brasil tem um potencial enorme no setor pois, tirando a neve, temos tudo mais a oferecer. O turismo é altamente empregador e, em sua maioria, gera preservação das ofertas naturais. Mas a incompetência e a falta de visão dos nossos homens públicos, sejam eles tucanos, petistas ou bolsonaristas, continuam determinando nosso subdesenvolvimento.

​*Luis Grottera é Sócio e CEO da Rosenberg Grottera Business e Branding

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