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2019
09
04

O domínio das emoções e o sucesso do negócio

POR SHEILA SAMPAIO E GABRIELLE FOLETTO

negócio, gestão

Por muito tempo acreditou-se que apenas a inteligência cognitiva era suficiente para garantir bom desempenho pessoal e profissional. Ela diz respeito às habilidades de raciocínio lógico-matemático, as quais a educação formal tanto dá foco nos primeiros anos de nossa formação. Não à toa, no início do século XX, os testes de QI popularizaram-se e tornaram-se o referencial de medidas adequadas de inteligência. À época, a sociedade vinculou as pontuações de QI ao potencial de um indivíduo para o sucesso na vida.

A partir dos anos 80, pesquisadores da universidade de Harvard, liderados pelo americano Howard Gardner, desafiaram o conceito de Quociente de Inteligência (QI) e passaram a investigar a natureza e realização do que chamaram de potencial humano. Seus estudos foram motivados pela necessidade de compreensão dos talentos internos dos estudantes em séries escolares rotulados como “incapazes” de aprender. Surge, então, a teoria das Múltiplas Inteligências: Inteligência Linguística, Inteligência Lógico-matemática, Inteligência Espacial, Inteligência Corporal-sinestésica, Inteligência Musical, Inteligência Interpessoal, Inteligência Intrapessoal e Inteligência Naturalista.

O começo dos anos 90, marca o início dos estudos utilizando o termo Inteligência Emocional ou Quociente Emocional. O psicólogo e escritor Daniel Goleman define esta inteligência como “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”. Esses estudos demonstram um interesse humano em compreender sua relação consigo e com as outras pessoas.

“Os relacionamentos são fundamentais para o sucesso de pessoas e empresas” Esther Perel – Psicoterapeuta Belga.

Nosso primeiro relacionamento é conosco, com nossos pontos fortes e a desenvolver. Esse relacionamento é muito importante por ser o modelo de como iremos nos relacionar com as outras pessoas. Se eu não me conheço, não identifico minhas limitações e trabalho para minimizá-las, como irei compreender as limitações dos outros? Investir em autoconhecimento é o ponto de partida para o desenvolvimento da inteligência emocional.

Desenvolver a inteligência emocional traz inúmeros benefícios. O primeiro deles é uma maior estabilidade das nossas emoções e sentimentos, permitindo que eu me relacione melhor comigo mesmo e com os outros. Uma pessoa emocionalmente inteligente é capaz de melhorar a sua comunicação, discernir o que sente e agir de forma mais eficaz em cada situação. Sabe aquele dia em que você acorda e parece que tudo está dando errado? É aí que a inteligência emocional pode te ajudar! Ter o domínio das suas emoções te permite respirar fundo, pensar antes de falar e agir com maior assertividade.

Outro benefício diz respeito ao desenvolvimento profissional. As contratações, geralmente, baseiam-se em habilidades técnicas e experiências profissionais, enquanto as demissões, na sua maioria, ocorrem por fatores comportamentais e emocionais que refletem nas relações entre as pessoas. Ninguém quer ter ao lado um colega com reações imprevisíveis, mal-humorado ou excessivamente carente. As competências técnicas são importantes, mas saber lidar com gente é fundamental!

Para as empresas, o reflexo de uma equipe com habilidades emocionais desenvolvidas é um bom clima organizacional. Isso pode ser notado no rendimento dos trabalhos em equipe, na cooperação entre os colaboradores e num ambiente onde as pessoas sentem-se confortáveis para dar ideias, sugerir mudanças e inovar. As empresas não apenas transformam insumos em bens e serviços, elas também transformam as pessoas, fazendo parte de sua responsabilidade trazer este tema para o dia a dia da organização.

A inteligência emocional representa um fator decisivo nesse contexto onde produtos e serviços são facilmente imitados, e as pessoas se tornam importante diferencial competitivo.

 *Sheila Sampaio, administradora com especialização em Comércio Internacional, e Gabrielle Foletto,consultora de RH Estratégico, integram a equipe da Sonata Brasil, empresa de educação corporativa e formação de lideranças.

 

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