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“Carry-oneiros”: a nova tendência no turismo de luxo jovem

POR LALA REBELO

Lala Rebelo, Viagem

Quando pensamos em um jovem viajante, normalmente a primeira imagem que vem à cabeça de todos é a de uma mochila. Poucos dólares no bolso, espírito aventureiro e uma jornada muitas vezes “perrengue”, conhecendo dezenas de países ao mesmo tempo (eventualmente com pouquíssimos dias para explorar cada um deles) é um hábito muito comum de jovens de todo o mundo.

Porém, há um outro tipo de jovem que – sem perder a sua essência – prefere uma viagem bem mais confortável. Aventura? Sim! Cultura e experiências locais? Mais ainda! Porém, por que não somar tudo isso a um hotel bacana, um restaurante inigualável e passeios privados? Assim como passar mais tempo em um mesmo país, para ter uma experiência “completa”, buscando várias facetas de um mesmo lugar. Afinal, o norte e o sul de um mesmo território podem ser completamente diferentes.

A palavra que uso para nomear essa tendência é a de “Carry-oneiros”, uma mistura de carry-on, as malas de rodinha que podem ser levadas a bordo de um avião, com mochileiro.

Hoje em dia, muitos jovens começam a ganhar dinheiro mais cedo e podem arcar com as próprias despesas nas viagens. Com imóveis caros para comprar, a ambição da casa própria ficou para depois (muitas vezes preferem viver de aluguel ou ainda não saíram da casa dos pais). Portanto, há mais budget para ser gasto com eles mesmos. E viajar (e muito!) se tornou a ambição número 1. Impulsionados, obviamente, pelas redes sociais. Já começam a achar que vale a pena sim pagar aquele tanto a mais para tirar a foto na piscina de borda infinita e jantar no restaurante top.

Viajar com mala de rodinhas, não apenas no real sentido da expressão, parece ser mais normal em países da Europa e nos Estados Unidos, mas até mesmo em países com a “cara da mochila”, como os do Sudeste Asiático, a escolha dos jovens por uma viagem mais confortável está sendo algo cada vez mais recorrente. Afinal, o luxo naquele lado do mundo é ainda mais acessível.

Claro que cada um tem seu estilo de viagem (e é mais feliz viajando da maneira que gosta – tem gente que até com muito dinheiro prefere viajar economicamente), mas não podemos negar que os viajantes que prezam por conforto e aceitam gastar um pouco mais para viver experiências memoráveis em um destino (que vão além de um quarto de hotel para dormir e um lanche rápido para “saciar” a fome) formam um grupo cada vez maior. Muitos preferem abrir mão de outras coisas quando não estão viajando do que moderar nas viagens. É simplesmente uma redistribuição de gastos, muito bem pensada. 

 

* Lala Rebelo já esteve em 50 países. É consultora de viagens e autora do blog www.lalarebelo.com. Morou no Brasil, Estados Unidos, França, Espanha, Inglaterra e vive hoje no Panamá. Publicitária, formada pela ESPM-SP. Contato:  hello@lalarebelo.com.

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