hotelnews

busca

economia & negócios

2019
08
02

FGV divulga pesquisa sobre os impactos da cadeia hoteleira na economia do Brasil

#pesquisa #fohb #alojamento #hotelaria

O Centro de Estudos em Logística e Supply Chain da Fundação Getulio Vargas / Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) realizou um estudo sobre os "Impactos da Cadeia Hoteleira na Economia do Brasil", atendendo a solicitação do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). O estudo abordou as contribuições do setor para a economia, apontou contribuições para outros setores e traçou tendências.

De acordo com as informações divulgadas, as contribuições geradas pela atividade hoteleira para a economia são em função dos elevados multiplicadores de produção, renda e emprego. O faturamento bruto total do setor de alojamento no Brasil foi de R$ 28,2 bi em 2016. Dessa forma, o potencial de impacto na atividade econômica é de R$ 93 bi de acréscimo no valor bruto da produção da economia brasileira; R$ 37 bi de incremento no PIB do país e 694 mil empregos diretos, indiretos e induzidos gerados.

Falando em termos de mercado de trabalho, a atividade de hotelaria se mostra como importante geradora de empregos diretos na economia brasileira, com remuneração acima da média em comparação com outras atividades do setor de serviços, privilegiando a contratação de pessoal com escolaridade média mais baixa. Para cada R$ 1 milhão de demanda por serviços de alojamento, gera-se cerca de 17 empregos diretos e 8 empregos indiretos e induzidos.

O setor hoteleiro também gera contribuições para outros setores da economia, como por exemplo: o setor de transporte, desde o transporte aéreo até a locação de veículos; o setor de alimentos e bebidas e até indústrias, como têxtil e confecção, móveis e madeira, construção etc.

Além disso, a hotelaria incrementa o gasto com turismo no Brasil. Os gastos totais de turistas domésticos e estrangeiros em 2016 atingiram R$ 345 bi (sendo R$ 28,2 bi em hotéis e similares). Aliado a isso, cerca de 10,3% do gasto do turista doméstico no Brasil é com passeios, atrações turísticas e diversões noturnas, que geraram gastos aproximados de R$ 32,8 bi em 2017.

Também não podemos esquecer a infraestrutura da cidade, desde as rodovias a saneamento. Investimentos e apoio governamental para construção de resorts em Cingapura mostraram-se bem sucedidos em termos de impactos econômicos e revitalização dos arredores, aponta o estudo.

Por fim, o estudo da FGV aponta tendências do setor hoteleiro nos próximos 10 anos. O uso de ferramentas tecnológicas para a promoção do turismo também estão elas. Isso pode envolver a implantação de lojas com realidade virtual, permitindo que o cliente vivencie o local antes do fechamento do pacote de viagem; o uso de inteligência artificial para o auxílio em pesquisas e na prestação do serviço.

Outra tendência é o Bleisure travel. Segundo o Ministério do Turismo, de 2005 a 2015 esse tipo de turismo, que une viagem de negócio ao lazer, vem crescendo substancialmente e a tendência é de que continue a se desenvolver.

O impacto no desenvolvimento local também é visto como uma tendência. Muito além de somente visitar, os turistas buscam vivenciar, se envolver e ter experiências no destino. Dessa forma, o setor hoteleiro pode contribuir para o desenvolvimento urbano e aparência do local, impacto nos serviços públicos (saúde, segurança, educação) e promover orgulho aos residentes locais.

Compartilhe:

  • Email
  • Postar no Twitter
  • Postar no Delicious
  • Postar no Technorati
  • Postar no Digg
  • Postar no Google
  • Postar no Facebook
  • Postar no Yahoo
  • Postar no Windows Live













código captcha



notícias relacionadas


hotelnews

privacidade e segurança Copyright 2000/2014 KRM Edições e Comércio Ltda
Site mantido por Lutimo | Studio

Instagram

Facebook