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25
04

Travel trends Talks reúne profissionais para debater tendências no turismo

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Nesta quarta-feira, 25, a hotelnews e a especialista em hospitalidade Aline Silva promoveram a primeira edição do Travel trend talks. Na ocasião, profissionais do setor discutiram tendências apontadas pela pesquisa "Skift Megatrends 2018" e como elas podem ser traduzidas para o mercado brasileiro. Veja alguns highlights do que foi apresentado.

Fernanda Borghese, do Coletivo Sabiar, deu início ao evento e falou sobre marcas de viagens se tornarem plataformas de experiências, algo que já existe há algum tempo no exterior, mas que ainda não é tão difundido no Brasil. 

Segundo a profissional, os hotéis devem pensar em como surpreender seus clientes. Fazer uma massagem em um spa não é uma novidade, mas uma festa nesse espaço sim. Além disso, essas experiências geram conteúdo. “Se eu chegar a um hotel e estiver acontecendo um campeonato de tango no lobby, vou querer compartilhar isso com meus amigos”, diz. 

Em seguida, Bruno Carramenha, da Cappellano & Carramenha Comunicação, discutiu a diversidade em ambientes corporativos com base em uma pesquisa realizada por sua empresa. Uma das conclusões é que as companhias brasileiras ainda estão muito atrasadas e precisam se transformar. Para algumas pessoas, ser “diferente” prejudica em conseguir promoções e no salário. 

Segundo Carramenha, os gestores reconhecem que criar soluções para integrar as minorias fazem parte da pauta social e que os funcionários e clientes estão demandando isso. Porém, em geral, o tema ainda não ganhou relevância nas empresas. 


Fernanda Borghese                   Bruno Carramenha                   Marcos Swarowsky            Maria Alice Cavalcanti

O terceiro a se apresentar foi Marcos Swarowsky, da Expedia. Um dos tópicos abordados foi o que cada geração busca e como as empresas oferecem soluções para elas. A Geração X, por exemplo, trabalhou muito a vida toda, para um dia poder viajar. Já os Millennials viajam a trabalho, mas fazem questão de ter momentos de lazer. Com o lema “living like a local” (vivendo como um local), procuram experiências vivenciadas pelos moradores do destino que estão visitando. 

“A realização pessoal é o novo luxo extremo” foi a tendência que Maria Alice Cavalcanti, da The Golbal Nomads abordou no encontro. Segundo a empresária, há um público crescente que busca viagens de transformação. Eles não querem apenas fazer uma degustação de vinho, mas sim ver in loco como um produtor no Butão, por exemplo, faz sua produção. "O luxo depende da percepção, nem sempre está relaciondo com aparência, mas sim com a transformação que a pessoa terá", acredita. 

Sua empresa representa empreendimentos que têm a sustentabilidade em seu DNA e acabam atraindo um público sintonizado com suas filosofias. "Esses viajantes não querer ir para a África caçar animais, e sim vivenciar a cultura local. É esse tipo de consciência que estamos criando", conta. 

        
Lucas Terra                                    Ricardo Hida                                   Marcelo Bicudo

Lucas Terra, da Livework Studio, falou sobre como as companhias aéreas fazem para se tornar vitrines de vendas que vão além dos assentos. Ele deu o exemplo da low cost irlandesa Ryanair, que em seu site oferece a possibilidade de reservar com outras empresas voos para destinos em que ela não opera. “Eles irão começar a vender também quartos de hotéis com preços acessíveis e outros produtos relacionados a viagens. A Ryanair quer ser a Amazon do turismo”, diz. 

Ricardo Hida, da Promonde, abordou a tendência “O hotel do futuro precisa ser tudo para todos”. Para ele, os empreendimentos hoteleiros podem ser verdadeiros centros de entretenimento. Em um mesmo complexo uma pessoa pode ir a seu escritório para trabalhar, usar a academia do hotel, ir ao bar, comer no restaurante. 

Porém, ele acredita que no Brasil falta criatividade e ousadia. “O brasileiro tem medo de ousar e continua fazendo as mesmas coisas por receio de perder sua clientela. Além disso, há a questão da gestão financeira: muito pouco é reservado para testar novos produtos e serviços”, afirma. 

Para encerrar o ciclo de apresentações, Marcelo Bicudo, CEO da Allpoints, tratou o assunto “A corrida das startups ao acesso direto aos viajantes de negócios”. Ele deu o exemplo da Rocketrip, programa de incentivo em que o usuário ganha vantagens ao economizar para sua empresa durante viagens. O executivo também tratou sobre a fidelização e deu como exemplo a sua própria empresa, que reúne em um único programa de fidelidade uma série de hotéis. "No mundo executivo, em geral, as pessoas não conseguem acumular muitos pontos, pois os programas são pulverizados", acredita. 

Em breve, os vídeos das apresentações estarão disponíveis no nosso portal e no Youtube!

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