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10
08

Encatho & Exprotel 2017 – Palestra aborda os impactos da terceirização no setor

Especialistas discutem vantagens e desvantagens

Encatho, Exprotel

Em um painel na programação de hoje do 30º Encontro Catarinense de Hoteleiros (Encatho & Exprotel), evento focado em capacitação e tendências para o setor que acontece esta semana em Florianópolis (SC), a apresentação abordou o impacto da reforma trabalhista especificamente para o segmento. Intitulada “Terceirização na operação da hotelaria”, abrangeu três diferentes pontos de vista de profissionais sobre o mesmo tema, abrangendo o lado jurídico, o administrativo e o contábil.

Mediado por Neilor Schmitz, consultor Jurídico da Federação dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Santa Catarina (FHORESC), o painel contou com apresentações de Alberto Gonçalves, vice-presidente da Comissão de Direito Sindical da OAB/SC, Ewerson Wiethorn, diretor da Duatto Contabilidade, e Júlio Cezar Ribeiro, administrador e diretor do Grupo Orion.

Alberto Gonçalves iniciou o debate explicando, inicialmente, os principais pontos de mudanças no cotidiano dos empregadores hoteleiros. Ele citou a inexistência de obrigação de pagamento de jornada in itinere ou para a troca de uniformes; o acordo de compensação e para banco de horas e o sistema de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, ambos sem a participação do sindicato e a divisão das férias em até três vezes. Reforçou, principalmente, a questão do trabalho intermitente, que foi considerado pela legislação o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos, prestação de serviços e de inatividade, questão que é de extrema relevância para a hotelaria.

“Há também alguns cuidados necessários a serem tomados, como a contratação da empresa especializada (verificação de registros, know-how), a fiscalização das atividades do empregado terceirizado e a designação para serviços determinados e específicos”, adverte Gonçalves.

“Desde 1998 é que se questiona e que se discute a terceirização. Quase 20 anos depois, penso eu que poderíamos hoje discutir uma reforma trabalhista. Ela é utilizada como ferramenta administrativa de planejamento e gestão há décadas, tanto em empresas de primeiro mundo, como no Brasil”, afirma Júlio Cezar.

De acordo com o administrador, a terceirização permite que as organizações sejam mais eficientes e eficazes, ao mesmo tempo em que reduzem os custos. Entre as desvantagens, ele aponta também os problemas de comunicação dentro da organização, causadas principalmente pela diferença entre as culturas de convívio, a falta de controle sobre as atividades terceirizadas, pois não se deve perder o controle; cobrança excessiva por parte do contratante que visa a redução de custo, podendo ocasionar perda de qualidade dos produtos e serviços terceirizados, afetando a satisfação dos clientes.

*por Nathalia Abreu

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