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2017
10
08

CNC realiza terceiro debate sobre os impactos da economia colaborativa

Alexandre Sampaio, presidente do Cetur da CNC - Crédito: Cristina Bocayuva

CNC, Seminário

Realizado no último dia 7 de agosto, no Rio de Janeiro, o terceiro seminário Impactos da Economia Colaborativa debateu temas pertinentes sobre Alimentação, Transporte e Agências de Viagem. O evento foi promovido pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o evento, a revolução tecnológica e as transformações sociais trazidas com ela são fenômenos irreversíveis para qualquer setor econômico. Para que as empresas do segmento de turismo, como as de transporte, alimentação e agências de viagem, consigam acompanhá-la de maneira sustentável, é preciso que se garanta espaço para a inovação, mas também se promova um ambiente regulatório equilibrado.

Com a deixa, o presidente do Cetur/CNC, Alexandre Sampaio, reforçou a necessidade de regulamentação dessas plataformas. “Volto a repetir que a isonomia de condições entre todos do setor de hospedagem é o que garante uma concorrência equilibrada. Para isso, a regulamentação dessas plataformas mencionadas é necessária”, afirmou.

Para a professora Dora Kaufman, os aplicativos já têm mudado as configurações do setor hoteleiro até em grandes capitais. “O impacto é grande para os hotéis, já que plataformas como Airbnb não pagam impostos, e também para as cidades que sofrem gentrificação e passam a ter em sua configuração áreas residenciais destinadas ao turismo”, afirmou. “Tanto o Airbnb quanto o Uber já são modelos de negócio, mas qual é a relação deles com a economia colaborativa? Eles contam com avaliações que constroem ou destroem a reputação do produto que vendem”, completou.

Representantes do setor de alimentação discutiram o impacto de aplicativos como iFood, no qual o cliente pode pedir comida para entregar em sua casa. “Temos que parar para pensar que a tecnologia também pode agregar. Em um momento em que as pessoas saem menos de casa por conta crise econômica, aplicativos como o iFood conseguem alavancar em 40% a renda de um restaurante, sem aumentar a mão de obra”, afirmou Pedro De Lamare, presidente do SindiRio e sócio da Rede Gula Gula. Além do bom uso da tecnologia, as recentes normas aprovadas para o trabalho intermitente e a Lei da Gorjeta são de grande valia para o setor, já que geram emprego para aqueles que têm sido prejudicados pela crise.

Para a empreendedora social da OuiShare, Manuela Yamada, é preciso unir a economia colaborativa e a inovação social como uma forma de combater a crise econômica e promover a inclusão. “Plataformas como o Uber e o Airbnb foram pensadas para serem de consumo colaborativo, mas elas acabaram tomando outro caminho, entrando no mercado capital como qualquer outro negócio”, analisou.

O seminário Impactos da Economia Colaborativa – Alimentação, Transporte e Agências de Viagem é o terceiro de uma série de cinco eventos, denominada Turismo: Cenários em Debate, que o Cetur da CNC vai realizar em 2017, com o objetivo de elaborar um documento final com as conclusões e sugestões de políticas públicas.

 

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