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10
08

Encatho & Exprotel 2017 - Painel discute ensino da Hotelaria em SC

Representantes de algumas das principais universidades de Santa Catarina abordam as dificuldades vinculadas ao curso de Hotelaria

Encatho, Exprotel



Iniciando a programação do primeiro dia após a abertura do 30º Encontro Catarinense de Hoteleiros (Encatho & Exprotel), evento focado em capacitação e tendências para o setor, que acontece esta semana em Florianópolis (SC), aconteceu há pouco o painel intitulado Fórum de instituições de ensino de Santa Catarina. No espaço destinado às discussões pertinentes à formação de profissionais, representantes de algumas das principais universidades do estado apresentaram os cursos destinados ao setor, algumas de suas vantagens e, principalmente, os desafios elencados ao ensino de cursos como bacharelado e técnico em Hotelaria, além de especializações mais rápidas e pontuais.

Segundo Fabíola Martins dos Santos, coordenadora do curso de tecnologia em Hotelaria no Instituto Federal Santa Catarina (IFSC), frente às dificuldades do panorama atual de ensino no segmento, o programa incentiva projetos de iniciação científica e articulação da pesquisa. “Os professores buscam, por meio da pesquisa, desenvolver o ensino de uma forma mais atual e dentro da realidade. Por mais que o mercado busque o profissional qualificado e nós tenhamos inúmeros cursos de qualificação, ao mesmo tempo as pessoas tem dificuldade de ingressar nesse mercado. Há uma conjuntura um pouco maior neste sentido. Nós precisamos de pessoas que ingressem nesse curso, pois na maioria das vezes, não existe o interesse no desenvolvimento profissional a longo prazo”, explica.

Entre os principais empecilhos encontrados por instituições que oferecem curso para o setor hoteleiro, estão: inicialmente, a falta de interesse pela qualificação por parte de muitos alunos; a permanência e êxito dentro destes cursos; a evasão (desistência por trabalho ou outros motivos); o acompanhamento do egresso; a escassez do banco de talentos e oportunidades; e o cenário político-econômico atual.

Marina Walkowski, coordenadora do curso superior de turismo da Faculdade Municipal da Palhoça (FMP) - uma das três únicas municipais do Brasil – explica que o curso tenta suprir a demanda de formar profissionais mais aptos e bem preparados para o mercado. “Para uma rede hoteleira, por exemplo, investir nestes profissionais também implica em melhoria dos produtos e serviços que afetam toda a cadeia produtiva do setor”, afirma.

O Senac-SC também esteve no debate, representado por Juliana Camila Côco, coordenadora dos cursos de Turismo e Gastronomia. Ela também conta que a instituição precisou reavaliar algumas ações para se adequar ao cenário do Turismo atual. “Tanto a crise econômica quanto a queda no poder de compra afetaram o comportamento do consumidor, além das mudanças sociais e demográficas. Tivemos que nos unir dentro da instituição para rever as forças. Intensificamos algumas ações, como mudaças no modelo pedagógico, atualização de fóruns técnicos setoriais (que visa tornar os planos de cursos nacionais mais aderentes e as demandas das empresas organizacionais) e a rede de Ensino à distância (EAD) por exemplo”, reforça.

*por Nathalia Abreu

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