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2020
25
03

Qual é o impacto do coronavírus na hotelaria? Confira estudo da HotelInvest

Veja os impactos da pandemia no setor hoteleiro

A HotelInvest, especialista em negócios hoteleiros, está disponibilizando um estudo para apontar os impactos da pandemia de coronavírus no mercado hoteleiro. O estudo leva em conta itens como ocupação diária e tarifa e analisa em primeiro lugar os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo é auxiliar o setor a medir os desdobramentos da crise na hotelaria em nível nacional e apontar o potencial de recuperação nos próximos meses.

Com o reaquecimento da economia, a previsão de ocupação média em São Paulo era de 70%, com evolução de 5% antes da crise provocada pelo Covid-19. Agora, com o gradual agravamento da situação pelo Brasil, a taxa de ocupação anual dos hotéis pode ficar abaixo de 35%. No atual cenário, as taxas de ocupação caíram de 70% para menos de 10%, e inúmeros hotéis foram fechados temporariamente. Vale lembrar que o Brasil ainda está no estágio de crescimento exponencial da doença, com perspectiva de chegar a 40 mil pessoas infectadas nas próximas semanas, o que impacta diretamente a economia e – por tabela – a hotelaria.

IMPACTO NEGATIVO

O estudo também analisou com detalhes o impacto atual da pandemia na ocupação, na diária média e em Revpar do setor hoteleiro da capital paulista, sobretudo nos segmentos econômico e midscale. A ocupação hoteleira na cidade de São Paulo vinha em processo de crescimento nos primeiros meses de 2020. No acumulado de janeiro a 11 de março, o incremento percentual chegou a 7%. Com o agravamento da pandemia a ocupação, que girava em média próxima a 62%, caiu drasticamente a 8% em pouco mais de 10 dias.

Pela variação semanal de ocupação, fica claro que a crise começou a impactar a ocupação dos hotéis da cidade de São Paulo na segunda semana de março. Mas o maior efeito foi sentido na terceira, período em que a demanda caiu 82% em média. Para as semanas seguintes, esperam-se quedas ainda mais drásticas, o que pode levar a ocupação próxima a zero para os hotéis que se mantiverem abertos, apesar dos fechamentos temporários previstos para inúmeros hotéis.

QUEDA DO REVPAR

Em São Paulo, a queda em Revpar após o agravamento da Covid-19 pelo Brasil foi igual à de ocupação. Como no período a diária se manteve estável, as perdas de receita não foram amplificadas com a diminuição de tarifa. Para as próximas semanas está prevista uma queda mais acentuada, já que as ocupações continuam diminuindo. Para hoteleiros, baixar a tarifa também não resolveria a situação, pois essa medida não geraria uma demanda adicional para alavancar a receita dos hotéis da capital paulista.

Entre o início de janeiro até 8 de março de 2020, o crescimento médio de Revpar chegou a 7% entre os hotéi's da capital paulista. Com o agravamento da Covid-19, a mudança de tendência é abrupta e a queda em Revpar chegou a -83% na última semana de março, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar da sazonalidade típica da hotelaria no mercado paulistano, no próximo mês espera-se que o comportamento em Revpar seja muito parecido em todos os dias da semana, sem fortes oscilações como seria o habitual. A situação atual perdurará até a disseminação do vírus ser contida e o número de novos casos começar a diminuir.

SITUAÇÃO CRÍTICA NO RIO DE JANEIRO

Assim como em São Paulo, a situação da hotelaria no Rio de Janeiro também está se agravando, com taxas de ocupação caindo drasticamente em apenas 11 dias e hotéis sendo fechados sem previsão de reabertura.

A diferença entre as duas cidades está no patamar de desempenho antes do Covid-19 impactar os mercados hoteleiros pelo Brasil. O Rio de Janeiro, cidade que apresentou o maior crescimento de ocupação em 2019 quando comparado com 2018 dentre os 11 mercados analisados e fechou o ano passado com uma ocupação de 62%, patamar ainda baixo para uma cidade com a sua importância econômica. A ocupação hoteleira na cidade vinha em processo de crescimento nos primeiros meses de 2020. No acumulado de janeiro a 11 de março, o incremento percentual chegou a 4%.

Pela variação semanal de ocupação, fica claro que a crise começou a impactar a ocupação dos hotéis da cidade do Rio de Janeiro na terceira semana de março, uma semana após São Paulo. A ocupação, que girava em média próxima a 90%, caiu drasticamente a 13% em pouco mais de dez dias. Para as próximas semanas, a tendência ainda é de queda e de fechamento temporário de inúmeros hotéis na capital carioca.

Em apenas 11 dias, a ocupação dos hotéis da cidade do Rio de Janeiro caiu 82 p.p., equivalente a 86% de diminuição de demanda. No acumulado do mês, espera-se uma média de 55% de ocupação no setor. Para abril, os valores serão ainda mais críticos. Apesar do fechamento iminente de inúmeros hotéis, a paralisia do turismo corporativo e de lazer deverá levar a ocupação do setor a menos de 10% no mês para os hotéis que se mantiverem abertos.

A PESQUISA

As análises apresentadas no documento da HotelInvest foram feitas com base em dados diários de ocupação e diária média de 28 hotéis e 6.321 UHs ao todo. Destes, 21 hotéis e 5.169 UHs localizam-se na cidade de São Paulo e o restante, equivalente a 7 hotéis e 1.152 UHs, na cidade do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que a amostra é constante durante todo o período analisado. Os dados de diária média e Revpar estão em valores reais de março de 2020.

Clique aqui para ver o estudo na íntegra.

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