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2020
24
03

Hotéis e restaurantes de São Paulo assinam acordo para manter empregos

Governador de São Paulo, João Doria, com o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz

Seis entidades de classe, de empregados e empregadores de diversos segmentos de turismo e alimentação, como hotéis, pousadas, restaurantes, bares e similares da região metropolitana de São Paulo e municípios próximos entraram em acordo para diminuir os impactos econômicos do coronavírus. O acordo inédito foi assinado em 19 de março.

A partir de agora, poderão ser concedidas férias individuais ou coletivas sem necessidade de comunicação prévia e facilidades de pagamento do benefício, redução dos salários em 25% com redução correspondente proporcional de jornada de trabalho pelo prazo de 120 dias, suspensão dos contratos de trabalho por 120 dias, substituindo o salário mensal pelo pagamento do abono indenizatório mensal, não inferior a 50% do piso salarial, e rescisão de contrato, no caso de impossibilidade de aplicação de qualquer medida, respeitando as cláusulas previstas na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

Apenas na grande São Paulo são cerca de 100 mil estabelecimentos e 350 mil empregos diretos. O setor teve redução de 80% em suas atividades. A Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo incentivou a negociação para reforçar a importância da adoção de medidas concretas

"A nossa preocupação imediata é preservar a vida e a saúde de todos. Porém, temos de ter responsabilidade para, junto com setores produtivos e trabalhadores, nos anteciparmos para preservar os empregos e as empresas", afirma o secretário estadual de Turismo, Vinicius Lummertz.

"O acordo fechado é mais benéfico que o decreto editado pelo governo federal", diz Edson Pinto, presidente do Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Osasco, Alphaville e Região e vice-presidente da federação estadual do segmento.

"No Estado de São Paulo temos 25 sindicados patronais associados, abrangendo todos os municípios. O acordo é o mais avançado do País. Não é um paliativo, mas sim uma resposta para que as empresas não quebrem e, consequentemente, evitando a demissão em massa. Com esta ação, se implementada em todo o Estado, estamos potencialmente preservando um milhão de empregos diretos”, finaliza Pinto.

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