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2019
26
07

Três perguntas para Eduardo Sanovicz - ABEAR

eduardo sanovicz, abear

Protagonista de variadas páginas da história do Turismo no País, Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), é um entusiasta ao defender a constância nos investimentos. Decidir pelo planejamento de ações de promoção e marketing de forma contínua está no itinerário recomendado por ele, que presidiu a Embratur entre os anos de 2003 e 2006. Período, inclusive, em que esteve à frente da implantação do Plano Aquarela e da criação da Marca Brasil, base de gestão para impulsionar a imagem da oferta turística do País. 

Sobre a Medida Provisória 863, Sanovicz adverte quanto à limitação da peça legal que, embora propicie acesso ao capital externo e tecnologia para o setor aéreo, por outro lado pode afastar as empresas estrangeiras, em especial as low cost (baixo custo), por conta do retorno à franquia de bagagem em voos nacionais.

 

1. Após ocupar o cargo de presidente da Embratur e agora à frente da ABEAR, além da vasta experiência nos setores público e privado do Turismo e criação da Marca Brasil, porque o País, no seu entender, não expande o número de visitantes além dos 7 milhões? E a Marca Brasil, segue ativa?

 A disputa do mercado internacional em turismo é contínua e crescente, o que significa que o planejamento de ações de promoção e marketing também devem ser. Quando o Brasil construiu um programa de turismo, tendo a Marca Brasil como símbolo desse processo por volta de 2005, todos esses números foram crescendo continuamente até 2010. No momento em que se deixa de ter esse investimento de forma permanente, os números passam a cair. Exemplo concreto é a posição atual no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), que revela o fato do País não apresentar crescimento no número de eventos internacionais realizados aqui. A Marca Brasil segue vital no programa de promoção do turismo, mas leva décadas para que a marca se consolide no imaginário dos consumidores, como algo associado a um destino, o que está vinculado também ao programa e ao volume de investimentos do mesmo.  

 

2. Qual o impacto que as mudanças advindas da MP 863/18 - que trata da participação integral do capital estrangeiro nas aéreas no País - devem provocar no mercado da aviação comercial brasileira? 

A Medida Provisória 863, da forma como foi aprovada, terá efeito benéfico extremamente limitado. Isso porque, se por um lado teremos acesso ao capital estrangeiro e tecnologia, por outro poderemos voltar ao ambiente de antes da desregulamentação da franquia de bagagem, quando os passageiros que só carregavam volumes de mão pagavam pelos que despachavam malas, pois esse custo estava diluído em todos os bilhetes aéreos comercializados. Isso pode afastar as empresas estrangeiras que praticam o modelo internacional e que já estão operando no País ou demonstraram interesse, destacadamente as low cost.

 

3. O Brasil tem se mostrado pró ativo para regionalizar e até criar potencial de voos a partir de novos hubs como Fortaleza (CE), por exemplo, para viabilizar conexão, sobretudo com a Europa. Essa é uma tendência que deverá prosperar e atingir outros aeroportos e regiões brasileiras? São Paulo tem ampliado rotas dentro do Estado. E a malha com os países vizinhos (Mercosul) tende a se expandir?

Outros estados brasileiros vêm trabalhando para criar condições nesse sentido, como Pernambuco e o Distrito Federal. Nós trabalhamos para que isso seja possível. Agora, com as decisões adotadas em São Paulo pelo governador João Doria, de redução na alíquota do ICMS sobre o combustível de aviação (de 25% para 12%), a partir de 1º de junho deste ano, nós devemos acrescentar à malha aérea paulista 490 voos semanais, dos quais 401 já foram anunciados. É possível esta expansão. 

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