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2016
15
04

Dilson Fonseca (ABIH) - O novo homem da ABIH Nacional

ABIH, Dilson Fonseca

Engenheiro civil e advogado, Dilson Jatahy Fonseca Jr. assumiu este ano a presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional). Com pós-graduação em administração empresarial, administração hoteleira e direito empresarial, ele também é hoteleiro, incorporador e construtor. Há 20 anos na hotelaria, é sócio da Catussaba Hotéis.

HOTELNEWS: Fale sobre a atual gestão da ABIH Nacional e quais são suas metas para este mandato?

DILSON FONSECA: Nosso objetivo é o compartilhamento da gestão com a diretoria de líderes de todos os Estados brasileiros. Queremos uma gestão voltada aos interesses empresariais dos associados, tanto no relacionamento com o poder público, quanto com a sociedade e com o trade turístico. Buscamos melhorias dos mercados, regulamentação do setor, redução da carga tributária e dos custos operacionais e geração de emprego e renda.

HN: Qual avaliação o senhor faz da atuação da ABIH Nacional desde quando ela foi criada? A entidade é representativa o bastante? Em que o senhor pode colaborar para torná-la mais relevante?

DF: Com 80 anos, a ABIH Nacional representa as 26 ABIH’s estaduais e o Distrito Federal, integrando todos os meios de hospedagem no Brasil, independente de tipo e tamanho. A entidade cresce a cada gestão e queremos aumentar a quantidade de associados. A ABIH se tornará mais representativa, presente e crescerá ainda mais.

HN: Como avalia os hotéis independentes do Brasil? Falta profissionalização?

DF: Eles têm peculiaridades de suas regiões, então a diversidade de empreendimentos representa a cultura de cada lugar. Eles têm se profissionalizado e estão se adaptando e aprimorando suas técnicas operacionais, sem perder referências. Os meios de comunicação e a globalização facilitam essa interação. Destacamos a parceria com o Sebrae para a melhoria da mão de obra do setor, incluindo os  pequenos meios de hospedagem dos destinos brasileiros mais remotos.

HN: Acredita que o atual governo voltou sua atenção para o turismo e a hotelaria ou ainda há muito o que fazer?

DF: Na nossa opinião, sim, mas ainda há muito o que se fazer. Consideramos que a criação do Ministério do Turismo foi importante para o reconhecimento do setor, assim como a sua representação econômica para a sociedade brasileira.

HN: Quais são os principais incentivos que o setor recebe do poder público e o que poderia ser feito para melhorar?

DF: Recebemos do governo a divulgação do destino Brasil e um pouco das cidades. Queremos a intensificação deste trabalho este ano, por conta da crise econômica, do ano eleitoral e das Olimpíadas, a qual temos boas expectativas, mas há tendência de o foco estar apenas no Rio de Janeiro, local dos jogos.

Precisamos intensificar a interação com o governo, para o desenvolvimento de novos mercados do turismo. Também queremos ampliar o mercado internacional, devido à alta das moedas estrangeiras e receber incentivo para o crescimento do turismo interno brasileiro. Quantos brasileiros não conhecem a sua capital? E a capital de seu Estado? O governo poderia incentivar isso. A redução de impostos e custos também seria benéfica.

HN: A entidade é atuante junto ao governo? Quais são os temas em debate atualmente?

DF: Sim, debatemos a excessiva carga tributária do setor, a cobrança do ECAD e a regulamentação de procedimentos comerciais que geram concorrência desleal para o setor. Isso porque eles não cumprem os compromissos tributários dos empreendimentos regularmente implantados, como algumas vendas indiretas por site.

HN: Qual é a relação entre as ABIHs estaduais e a nacional? Vemos que poucas se sobressaem, como a de São Paulo e a de Santa Catarina. Existe interação entre elas e entre a nacional, ou são todas autônomas?

DF: Os presidentes de todas as ABIH’s estaduais e do Distrito Federal compõem o Conselho Deliberativo da associação. Um dos objetivos desta gestão é fortalecer a relação entre eles e ajudar na tomada de decisões junto à diretoria executiva da entidade.

HN: Quais as perspectivas para os próximos anos em número de associados e o que a ABIH faz para captar esses hotéis?

DF: A entidade tem hoje em torno de 4 mil associados e esperamos crescer em torno de 10% ao ano.

HN: Como o senhor vê a questão do Airbnb? Novamente são os independentes os que mais sofrem com a concorrência?

DF: A ABIH defende a regulamentação do setor perante o governo e os novos meios de vendas por sites, que não têm os mesmos compromissos tributários que os empreendimentos regularmente implantados, o que prejudica nossos associados e hotéis independentes. O ex-presidente da ABIH Nacional Nérleo Caus de Souza, entregou ao senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) uma minuta de projeto de lei para regulação do Airbnb, alterando alguns artigos da Lei Geral do Turismo.

HN: A hotelaria nacional tem diversas entidades representativas, como FOHB, FBHA, Resorts Brasil, além da ABIH. Cada qual faz suas projeções e pesquisas de acordo com o seu universo. Acredita que isso seja saudável ou prejudica a confiabilidade do setor?

DF: Buscamos interação com as demais entidades para unir forças em prol dos objetivos em comum do setor. Assim como já ocorreram no passado, com a vitória no pleito da desoneração da folha de pagamentos e, atualmente, no trabalho conjunto para evitar o aumento da carga tributária e a regulamentação geral do setor.

HN: Quais são os principais entraves para o setor hoteleiro hoje?

DF: Alta carga tributária, crescimento desproporcional dos custos operacionais dos empreendimentos e redução de alguns mercados consumidores, devido a atual perda do poder aquisitivo da sociedade brasileira.

HN: A hotelaria independente nacional está preparada para receber o público das Olimpíadas?

DF: Com certeza estamos.

HN: Existe algum plano de alavancar a representatividade das regionais nordestinas, já que o senhor é da região?

DF: Queremos dar todo o apoio ao trabalho das diretorias técnicas, compostas por 29 líderes de diversas regiões do Brasil. O foco delas é alavancar cada uma das cinco regiões do país, além do Mercosul, para ampliar e desenvolver novos mercados. Existem outras diretorias técnicas relacionadas a destinos temáticos, que apoiam os associados dos diversos setores operacionais dos empreendimentos.

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