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2010
16
04

Bilhetes não-voados: os benefícios da gestão

Agências brasileiras têm dedicado mais atenção ao uso de tecnologia

Luigi Botto, diretor comercial da Argo IT

agências de viagens, bilhetes, Tecnologia

Se por um lado a crise global impactou de forma negativa o turismo corporativo, por outro, vimos aumentar a necessidade da redução dos custos e, consequentemente, a busca de soluções que alcancem este objetivo. Hoje, há uma reavaliação por parte das empresas na real necessidade das viagens corporativas. Há seis anos, quando se falava em tecnologia para gestão de viagens no Brasil, as agências queriam apenas recursos para controlar os custos de viagens. Em 2010, o setor passou a buscar soluções que reduzam não só os custos, mas as viagens corporativas.

A partir deste cenário, todo o fluxo de requisição de viagens precisou ser revisto, a fim de garantir as políticas, os processos e a economia. Destaco aqui os bilhetes não-voados, responsáveis por um impacto significativo nos custos de qualquer empresa com grande volume de viagens. Com a integração ao TMS (Travel Management System), o controle dos bilhetes se fez mais prático, econômico e fortaleceu a relação entre o cliente e a agência. Ao oferecer essas facilidades, o uso do benefício é estimulado e ajuda a não acumular passivos em forma de bilhetes não voados.

Do ponto de vista financeiro, há uma economia de até 15% com a administração logística feita pelo sistema. Na visão gerencial, é possível também reaproveitar os bilhetes não-voados em voos no mesmo trecho, utilizá-lo como parte de pagamento para a emissão de novos bilhetes e até mesmo solicitar reembolso para a empresa.

A curto e médio prazo está a necessidade de oferecer vantagens competitivas, redução de custos operacionais, busca por mais eficiência dentro dos processos e estímulo motivado por produtos e/ou serviços às agências de viagens. Além disso, a gestão dos bilhetes reflete diretamente no período que a empresa gasta para solicitar novas viagens, bem como garante o respeito às políticas e aos processos empresariais.

Sob esta análise, não é difícil perceber que as agências brasileiras têm dedicado mais atenção ao uso de tecnologia e hoje sabem que a sua adoção é imprescindível para que profissionais do turismo fiquem despreocupados com procedimentos e alcancem os resultados desejados, tudo para que as viagens continuem sendo importantes ferramentas corporativas.

Luigi Botto é diretor comercial da Argo IT, especializada na gestão de projetos e desenvolvimento de soluções baseadas em plataformas web para a indústria de viagens corporativas.




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